quarta-feira, novembro 21, 2012

O NAUFRÁGIO DO BRITANNIC HÁ 96 ANOS

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O NAUFRÁGIO DO BRITANNIC 
O Britannic partiu de Southampton num domingo, dia 12 de novembro de 1916. Ele não levava nenhum "passageiro". No dia 17 de novembro de 1916, chegou a Nápoles, para abastecer e partir no sábado, mas uma tempestade feroz atrasou sua partida.
Terça-feira, 21 de novembro de 1916. O Britannic estava navegando pelo Canal de Kea no mar Egeu, em plena Primeira Guerra Mundial. Perto das 8:00 da manhã, uma tremenda explosão golpeou o Britannic, adernou e começou afundar muito depressa pela proa. O Capitão Bartlett experimentou encalhar o Britannic na Ilha de Kea, mas não teve sucesso. Em 55 minutos, o maior transatlântico da Inglaterra, com apenas 351 dias de vida, afundou. A explosão ocorreu aparentemente entre a 2ª e a 3ª antepara a prova de água e a antepara 2 e 1 também foram danificadas. Ao mesmo tempo, começou a fazer água na sala de caldeiras 5 e 6. Este era asperamente o mesmo dano que levou seu irmão, o Titanic, a afundar.
Infelizmente 30 pessoas morreram na ocasião. A maioria destas mortes ocorreu quando os hélices emergiram das águas e sugou alguns barcos salva-vidas. Os motores ainda estavam em funcionamento, pois na correria de tentar encalhar o navio, esqueceram de parar os motores.
O Britannic está tombado de lado a apenas 350 pés (107m) de profundidade. Tão raso que a proa bateu no fundo antes dele afundar totalmente, e devido ao imenso peso do navio a proa se retorceu toda. Ele foi descoberto em 1976 em uma Exploração dirigida pelo oceanógrafo Jacques Cousteau.
É fácil distinguir o Britannic de seus irmãos, devido aos gigantescos turcos de barco salva-vidas, e também porque a maioria das fotografias suas mostram ele todo pintado de branco com uma faixa verde pintada no casco de proa a popa, separada apenas por 3 grandes cruzes vermelhas de cada lado, designando-o como um navio hospital. O HMHS Britannic nunca chegou a receber um centavo para transportar um passageiro.
O Britannic é hoje o maior transatlântico naufragado.
Mortos no naufrágio do HMHS Britannic: Arthur Binks / Arthur Dennis / Charles C. S. Garland / Charles J. D. Phillips / Frank Joseph Earley / G. Philps / George De Lara Honeycott / George James Bostock / George Sherrin / George William Godwin / George William King / Henry Freebury / Henry James Toogood / James Patrick Rice / John Cropper / John George McFeat / Joseph Brown / Leonard George / Leonard Smith / Percival W. E. White / Pownall Gillespie / Robert Charles Babey / Thomas A. Crawford / Thomas Francis Tully / Thomas Jones / Thomas Taylor McDonald / Walter Jenkins / William Sharpe / William Smith / William Stone

Conheça mais sobre o navio aqui

Baixe o Mini jornal em homenagem ao naufrágio feito em parceria com o blogue Navios da Classe Olympic clique aqui

sábado, novembro 17, 2012

O TITANIC E A BÍBLIA

O TITANIC E A BÍBLIA 
A bordo do Titanic estavam passageiros e tripulantes de várias nacionalidades e línguas que nos momentos finais e trágicos do naufrágio se uniram num espírito de solidariedade e entreajuda mostrando a fé de cada um. A maioria eram cristãos, muçulmanos, judeus, mas também existiam ateus. Entre os cristãos a bordo, contavam-se católicos, evangélicos, protestantes... É graças a um padre, Francis Browne, que hoje temos fotos da vida a bordo no Titanic. Francis Mary Hegarty Browne, foi convidado pelo seu tio, um bispo, a viajar no Titanic desde Southampton até Queenstown. Amante da fotografia, este padre documentou em dezenas de fotografias, a viagem de trem até Southampton, a partida do navio, as fotos dos passageiros que se divertem no convés, os interiores dos camarotes, ginásio, e uma foto rara no primeiro jantar a bordo. Fala-se que foi nesse jantar a bordo que conheceu um casal de milionários que lhe queria pagar a restante viagem até Nova Iorque e o seu retorno ao Reino Unido. Francis Browne ficou entusiasmado e mandou um telegrama aos seus superiores a pedir autorização, a reposta por telégrafo foi curta e grosseira: "SAIA JÁ DESSE NAVIO". Estas palavras deitaram por terra a oportunidade de ser ele a celebrar a missa de domingo a bordo, mas salvou-lhe a vida. Quando se fala em Titanic, em qualquer filme que se faça ou história que se conte sobre ele, é inevitável não se falar sobre o serviço religioso efectuado a bordo, ou daqueles que viram a salvação pela fé, como o passageiro de segunda-classe o Padre Thomas Roussel Davids Byles, que juntou uma multidão na popa do navio em oração enquanto esperavam os momentos finais. 
A bordo de um navio o comandante torna-se a figura mais importante, o «único senhor depois de Deus». No Domingo 14 de Abril ao meio-dia, no salão de jantar de primeira-classe foi celebrado pelo comandante Edward Smith um serviço religioso onde todos foram convidados a participar, inclusive foram convidados a subir até ao salão, os passageiros de segunda e terceira-classe, isto pode ser visto na série de quatro episódios Titanic de Julian Fellowes exibida este ano. No filme Titanic de 1996 série de 2 episódios, o Capitão Smith apresenta-se a presidir o serviço religioso proferindo o Salmo 107:23 - "Os que descem ao mar em navios, mercando nas grandes águas." Salmo 107:28 - "Então clamam ao Senhor na sua angústia e Ele os livra das suas dificuldades. Salmo 107:29 - "Ele faz cessar a tormenta, e acalmam-se as suas ondas." E por fim o Salmo 107:30 - "Então se alegram, porque se aquietaram, assim os leva ao porto desejado." Após uma breve interrupção das personagens, ouvimos novamente o capitão citando a 1ª Epístola de João 5:6 - "Este é Aquele que veio por água e sangue, isto é, Jesus Cristo. Não só por água, mas por água e por sangue. E o Espírito é o que testifica, porque o Espírito é a verdade." 
Nos filmes SOS Titanic, e Titanic de James Cameron, vemos o mesmo serviço religioso com o cântico Eternal Father Strong to Save. 
- Pai Eterno, forte para nos salvar;
Que com o braço deténs a onda inquieta;
Tu que mandas no oceano profundo;
E o obrigas a manter-se nos limites por ti assinalados;
Escuta-nos quando a ti elevamos a nossa voz;
Por todos aqueles que estão em perigo no mar...
Na verdade este cântico foi cantado num outro serviço religioso celebrado na segunda-classe ao fim do dia pelo passageiro de segunda-classe, o Padre Ernest Courtenay Carter. Os versos do cântico foram escritos por William Whiting em 1860, e no ano seguinte foi composto o cântico para os versos, da autoria de John B. Dykes (o mesmo autor da música Nearer My God To Thee) que chamou à melodia que fez para os versos pelo nome de Melita, nome antigo para Malta, local do naufrágio bíblico envolvendo o Apóstolo Paulo e citado nos Atos dos Apóstolos nos capítulos 27 e 28, escrito por Lucas.
Um outro serviço religioso anglicano foi celebrado na sala de jantar de 2ª classe, liderado por Reginald Barker, o segundo comissário. Eva Hart, uma menina sobrevivente, ficou encantada por se poder juntar ao comissário e cantar com ele um dos seus hinos religiosos favoritos, O God Our Help in Ages Past, e recordava-se que naquele momento entregou-se de todo o coração. Este hino que poucos conhecem e nunca citado nos filmes do Titanic, é baseado no Salmo 62.
Mas é durante o naufrágio que a fé destes homens e mulheres mais se evidência. Muito se especula qual a última melodia tocada a bordo, e já ninguém tem dúvidas que os bravos músicos tocaram o hino Nearer My God To Thee.
"Nearer My God To Thee" (Mais Perto de Ti Meu Deus) é um hino cristão do século XIX criado por Sarah Flower Adams, e baseado em Gênesis 28:11-19, que conta a história do sonho de Jacó. (Tradução do Novo Mundo) "11 Com o tempo atingiu certo lugar e se preparou para pernoitar ali, visto que o sol já se tinha posto. Tomou, pois, uma das pedras do lugar e a pôs como apoio para a sua cabeça, e deitou-se naquele lugar. 12 E começou a sonhar, e eis que havia uma escada posta na terra e seu topo tocava nos céus; e eis que anjos de Deus subiam e desciam por ela. 13 E eis que Jeová estava parado acima dela e passou a dizer: “Eu sou Jeová, o Deus de Abraão, teu pai, e o Deus de Isaque. A terra em que estás deitado, eu vou dá-la a ti e à tua descendência. 14 E tua descendência há de tornar-se como as partículas de pó da terra, e tu te hás de espalhar para o oeste, e para o leste, e para o norte, e para o sul, e todas as famílias do solo hão de abençoar a si mesmas por meio de ti e por meio de tua descendência. 15 E eis que estou contigo e vou guardar-te em todo o caminho em que andares, e vou retornar-te a este solo, porque não te abandonarei até que eu tenha realmente feito o que te falei.” 16 Jacó acordou então do sono e disse: “Verdadeiramente, Jeová está neste lugar e eu mesmo não o sabia.” 17 E ficou temeroso e acrescentou: “Quão atemorizante é este lugar! Não é senão a casa de Deus e este é o portão dos céus.” 18 De modo que Jacó se levantou de manhã cedo e tomou a pedra que tivera ali como apoio para a sua cabeça, e erigiu-a como coluna e despejou óleo sobre o topo dela. 19 Ademais, chamou aquele lugar pelo nome de Betel; mas o fato é que o nome da cidade era anteriormente Luz."
Saiba mais sobre este hino aqui
Depois de tocado este hino, o pânico instala-se a bordo, e muitos passageiros juntam-se na popa do navio, lutando pela sobrevivência. É nesta luta pela vida que vemos Jack e Rose no filme de James Cameron tentando passar pela multidão que se amontoa naquela parte do navio, onde ouvimos um passageiro de aparência de terceira-classe citando o Salmo 23:4 - "Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo, a tua vara e o teu cajado me consolam." A citação é interrompida por Jack que pergunta a este se pode se despachar mais depressa por aquele vale. 
Mais à frente vemos o Padre Thomas Roussel Davids Byles, passageiro de segunda-classe com um grupo de fiéis, rezando a Avé Maria. Intercalado com a tentativa frenética de Jack e Rose de se manterem seguros na popa, voltamos a ver o padre desta vez citando o livro de Apocalipse 21:1 - "E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe."  Entre os gritos e a mãe que abraça o filho, o padre continua citando os versículos seguintes ao longe, voltando a cena para si no final do versículo 3 do capítulo 21: "... pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus."  
Rose recorda-se que foi ali que ela e Jack se conheceram, e voltamos ao padre citando por fim o versículo 4: "E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas."
Depois do navio se afundar, vários passageiros nos botes escutam os gritos e consideram que a oração mais apropriada para o momento seria Mateus 6:9-13... a conhecida oração do Pai Nosso, e juntos começaram a rezar pelos falecidos.

sábado, novembro 10, 2012

RÉPLICA DO TITANIC À VENDA


 RÉPLICA DO TITANIC À VENDA
O primeiro modelo do mundo do Titanic a ser construído a partir das plantas originais do navio foi revelado ao público, mas se quiser colocar as suas mãos neste navio, isso vai custar-lhe 1,64M €.
O deslumbrante modelo em escala de 1:48 é uma réplica exacta do navio da White Star Line.
Feito em madeira, latão e fibra de vidro, o modelo levou sete anos para ser construído através dos planos originais, desenhos e medições do navio.
Foi a primeira vez que os planos do Titanic foram disponibilizados pela Harland & Wolff, que trabalhou lado a lado no projecto com os construtores de modelos da Fine Art Models.
O pormenorizado modelo tem mais de 18 metros de comprimento e possui um casco feito em fibra de vidro com revestimento a bronze, unido por mais de 3,3 milhões de rebites.
Cada antepara no navio é uma réplica autêntica das originais, que pesavam mais de 680kg cada, e estão exactamente colocadas onde estavam ao longo dos 270 metros do original que pesava 46.328 toneladas, e cuja construção custou na época cerca de 1,89M €.
O deque é todo feito a partir de madeira verdadeira, assim como o mobiliário do convés, feito nas proporções exactas.
Todos os quartos do navio com janelas para o exterior são feitos precisamente à escala, incluindo a própria mobília e decoração interior de cada um.
A iluminação a bordo do navio é tão complexa que exigiu a instalação de mais de 8km de cabos de fibra óptica. Estes pormenores esculpidos em madeira por dois artesãos levaram dois anos a serem construídos.
O Titanic original foi projectado pela Harland & Wolff, o seu presidente William Pirrie, o designer-chefe Thomas Andrews, e o gerente Alexander Carlisle.
Os planos eram enviados periódicamente para a White Star Line, para que o director da companhia, J. Bruce Ismay os aprovasse ou fizesse sugestões de alteração.
A construção do Titanic começou em 31 de Março de 1909, foi financiada pelo americano JP Morgan e pela sua International Mercantile Marine Co, da qual a White Star Line fazia parte.
Dois anos e dois meses depois, o casco foi lançado, e até ao dia 31 de Março do ano seguinte foi totalmente equipado partindo dez dias depois.
Depois de receber os planos originais do Titanic pela construtora de Belfast, Harland & Wolff, a Fine Art Models passou os dois anos seguintes a concluir a pesquisa e o design para o modelo.
Além disso, tiveram acesso a um dos livros de notas de Thomas Andrews detalhando todas as mudanças feitas a partir do navio irmão Olympic para o Titanic, com desenhos e medidas adicionais.
À data apenas foi feita uma réplica à escala de 1:192, sendo agora esta a maior de sempre.
Um porta-voz da Fine Art Models , com sede no Michigan, EUA, disse: "Nunca tinha sido construído um modelo desta escala do Titanic. Além disso, os planos originais do Titanic nunca foram dados a ninguém. Propusemos não só construir um modelo definitivo do Titanic como uma edição limitada, mas que também fosse o maior, em escala 1:48 do Titanic, com a intenção de construir o melhor e mais detalhado modelo de um navio. Quando a Harland & Wolff percebeu que tinhamos capacidade para fazer tudo o que dissemos que faríamos, eles concordaram em trabalhar connosco lado a lado para realizar esta missão."
O modelo está disponível para compra via on-line por cerca de 1,64M €.

quinta-feira, novembro 01, 2012

O TITANIC E O HALLOWEEN

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O TITANIC E O HALLOWEEN   
Não é mentira dizer-se que o Titanic apenas se reporta a uma época específica do ano, Abril, mas também é possível recordarmos sempre o Titanic todos os dias do ano, mesmo em outras épocas especiais. Já aqui se falou por exemplo, que todos os natais, a Condessa de Rothes escrevia sempre uma carta de boas festas ao marinheiro Jones que manobrou o bote 8 em que estava a bordo, e que o próprio retirou o número 8 do bote, chegou a emoldurá-lo e a oferecê-lo como presente à Condessa, veja mais em JONES E A CONDESSA DE ROTHES. O Halloween também pode ser repleto de histórias titanicas verdadeiramente assustadoras. O vídeo acima disponível para visualização faz parte de uma cena do filme Ghostbusters 2, em que o Titanic finalmente chega a Nova Iorque desembarcando os passageiros que nunca chegaram ao seu destino. 
Parece que as vítimas da tragédia do Titanic ainda estão presas aos objectos que usaram ​​e tocaram a bordo. Pelo menos é isto o que uma exposição, a Titanic The Experience quer provar. Deste modo, os funcionários da exposição juntaram-se para uma investigação paranormal. Eles afirmam ter encontrado provas bastante conclusivas de que existem fantasmas amigáveis por ali. Nos últimos cinco anos, os membros da equipe da Titanic The Experience tiveram alguns acontecimentos estranhos e sem resposta. Para encontrar respostas para estes eventos incomuns, a Titanic The Experience organizou uma investigação paranormal, que afirmou ter encontrado provas conclusivas de actividade paranormal gerada por passageiros e tripulantes que navegaram no navio lendário na noite que conheceram o seu fatídico destino. 
A equipe da Titanic The Experience não tem certeza, mas não há como negar algumas coisas horripilantes que acontecem na exposição. Os actores da exposição juntaram então algumas das suas experiências e as histórias mais estranhas que aconteceram em torno do "Navio dos Sonhos" e resolveram contar ao público.  Os tours fantasma são para todas as idades e são liderados pelos actores da exposição que normalmente retratam notáveis ​​passageiros do Titanic durante os passeios diários regulares.  Saiba mais em FANTASMAS NO TITANIC.
Mas se nesta noite de abóboras e bruxinhas já não temos idade para um trick or treat (doce ou travessura), podemos sempre lembrar aquelas histórias que dão que pensar, seja pelo mito, seja pelo mistério que as envolve, todas com certeza possuem uma resposta racional. 
Quando em 1985 Ballard descobriu o Titanic, o maior susto que apanhou foi quando a sua equipe expedicionária deparou-se repentinamente com um rosto que lhes sorria na escuridão, mesmo o mais cético estremeceu. Na verdade era um rosto de porcelana, e pertencia a uma boneca de origem francesa ou alemã de olhos verdes cujo corpo era flexível permitindo a cabeça rodar, tornando-a assim mais real. Não se sabe a que criança terá pertencido, para mais pormenor leia em SORRISO NA ESCURIDÃO. Antes do Titanic sequer se tornar numa lenda, já circulavam histórias de arrepiar para os mais sensíveis e impressionáveis. É o caso da silhueta fantasma que surge durante a construção do navio, numa foto tirada junto ao leme, surge a forma humana de um homem. Está provado que algo surge naquele negativo, mas por algum motivo, quer propositado ou erro de revelação, o que vemos é uma forma humana abstrata. Pode ler mais em A SILHUETA. Mas se quisermos algo concreto podemos relembrar a fotografia tirada pelo Padre Browne na partida do Titanic em Queenstown a 11 de Abril de 1912 rumo ao oceano. No topo da chaminé número 4 (a maior vista na foto) encontra-se um ponto negro, a imagem ampliada deixou mostrar a forma de um homem cuja cabeça e os ombros apenas se vêem. Por brincadeira ou exibicionismo este homem, provavelmente um fogueiro, subiu pelas escadas interiores, (já que esta chaminé era falsa e servia apenas de ventilação) e apanhou um pouco de ar fresco. Esta aparição de um rosto enegrecido pela fuligem, provocou imensas gargalhadas nos espetadores em 1912 que viam o luxuoso navio partir, enquanto que outros tantos mais impressionáveis diziam ser a personificação de um ser infernal surgido das entranhas do navio. O mistério até hoje permanece. Pode ver a foto ampliada aqui. Há quem diga que tal rosto era na verdade a suposta múmia que se fazia transportar no Titanic, tratava-se da múmia da vidente que vivera na época de Amenófis IV e cujo túmulo fora descoberto em Tell el Amarna.
Diz a lenda que um tal de Lord Canterville pagou a sua passagem para a exibir num museu dos Estados Unidos. Desde que a mesma foi encontrada por exploradores no Egito, esta causou a morte e a loucura aos que de algum modo se cruzaram no seu caminho. Leia mais em LA MOMIE FATALE e em A MÚMIA DO TITANIC. Loucura ou trauma, muitos passageiros ficaram marcados psicológicamente até às suas mortes, como o caso de alguns passageiros que cometeram suicídio. Annie Robinson que tinha sido uma empregada do Titanic, dois anos e seis meses depois do naufrágio, ficou nervosa e muito agitada quando o vapor Devonian entrou sobre uma forte neblina no porto de Boston e soou a buzina de nevoeiro. Ainda em depressão com as lembranças do acidente, atirou-se do navio e afogou-se. Saiba mais pormenores destes e outros suicídios em O SUICÍDIO E O TITANIC. Fatos ou mitos, estas histórias são verdadeiros doces que mantêm viva a lenda que se tornou o Titanic.