quinta-feira, fevereiro 29, 2024

NOVIDADES TITANICFANS FEVEREIRO

 

NOVIDADES DO TITANICFANS 
EM FEVEREIRO FOI ASSIM 
Os Corpos do Titanic Ao todo, das 2208 pessoas a bordo do Titanic, apenas se salvaram 712, 1496 pessoas morreram. Para recuperar os corpos que ficaram no mar, o CS Mackay-Bennett, navio fretado para recuperar os corpos, foi usado. 
O Champanhe do Titanic Quando o submarino Titan implodiu, em junho de 2023, surgiram algumas questões sobre implosões no Titanic — incluindo o motivo pelo qual as garrafas de champanhe encontradas no malogrado navio de cruzeiro (e o próprio navio) não implodiram.
A Controvérsia do Lusitânia No começo do século XX, as travessias entre a Europa e os Estados Unidos eram disputadas por grandes empresas de navegação.
A Equipa do Monsieur Gatti A bordo do Titanic havia um outro grupo, formado pelo pessoal do restaurante à la carte, cujos profissionais não eram empregados da White Star Line. 
"TO MAKING IT COUNT!" 

sexta-feira, fevereiro 23, 2024

A EQUIPA DO MONSIEUR GATTI

A EQUIPA DO MONSIEUR GATTI
A bordo do Titanic havia um outro grupo, formado pelo pessoal do restaurante à la carte, cujos profissionais não eram empregados da White Star Line. Esse tipo de serviço contribuía para que as opções disponíveis no restaurante do transatlântico fossem consideradas excelentes. A palavra que melhor definia o restaurante dos passageiros da primeira classe era “elegância”. O maitre da sala de jantar era conhecido como monsieur Gatti. Gaspare Antonino Pietro Luiggi Gatti, filho de Paolo Gatti e de Maria Nascimbene nascera na cidade italiana de Montalto Pavese, em 3 de janeiro de 1875. Naquela época as famílias eram grandes e Gatti tinha 11 irmãos. Ainda jovem, percebeu que em sua cidade de origem não poderia realizar seus projetos e decidiu emigrar, optando pelo caminho da aventura. Chegou a Londres e começou a trabalhar em restaurantes. Conseguiu impor-se rapidamente e se tornou proprietário de estabelecimentos famosos na época, como o Gatti's Adelphi e o Gatti's Strand. Conhecendo a boa fama e a qualidade de seus restaurantes, em um primeiro momento a White Star Line confiara a Gatti o restaurante à la carte da primeira classe do Olympic e, em seguida, o do Titanic. Alojados no convés "E" do Titanic, os funcionários da casa Gatti assumiram diretamente todo o serviço.

sexta-feira, fevereiro 16, 2024

A CONTROVÉRSIA DO LUSITÂNIA

A CONTROVÉRSIA DO LUSITÂNIA
No começo do século XX, as travessias entre a Europa e os Estados Unidos eram disputadas por grandes empresas de navegação. Entre as mais famosas estavam a Cunard e a White Star Line que em uma busca sem fim para dominar este filão de ouro, construíram verdadeiros palácios flutuantes como o Mauretania e o Lusitânia, o Titanic e o Olympic. Cada novo design buscava maior conforto para os passageiros, maior capacidade de carga e um menor tempo de navegação entre o velho e o novo mundo. A história do Titanic todo mundo conhece: um navio majestoso que em sua viagem inaugural se chocou com um iceberg e afundou levando cerca de mil e quinhentas vítimas. Já a história do Lusitânia passa despercebida, provavelmente por causa do estardalhaço causado pelo Titanic. O Lusitania tem como “vantagem” em relação ao Titanic à profundidade. Enquanto o mais famoso fica na faixa dos quatro mil metros, o Lusitânia esta a cerca de noventa e dois metros de profundidade. Com o advento de misturas Trimix, este naufrágio se tornou acessível aos mergulhadores. Mesmo antes das misturas gasosas se tornarem populares, mergulhadores visitaram os destroços usando ar. Se pudermos chamar um evento relacionado a naufrágios de “triste”, este seria o caso do Lusitânia. Tudo começou na primeira guerra e em 1915, as embaixadas imperiais da Alemanha anunciavam nos principais jornais, de preferência perto de anúncios sobre viagens transatlânticas, que um estado de guerra entre a Alemanha e a Grã Bretanha existia e que qualquer passageiro cruzando os mares em navios britânicos viajavam por conta e risco próprio. Este aviso não foi suficiente para persuadir 1.959 pessoas a não embarcar no Lusitânia para uma viagem à Grã Bretanha. Após vários dias de viagem sem nenhuma ocorrência, o navio se aproximou das ilhas britânicas sem saber que estava sendo vigiado de perto por um submarino alemão. Na madrugada do dia 7 de Maio de 1915, o U-20 disparou um torpedo que atingiu a proa do navio a boreste. Seguido ao impacto do torpedo, uma enorme explosão sacudiu o navio e o Lusitânia começou a afundar. Não mais que vinte minutos se passaram e o navio havia desaparecido levando consigo 1.200 pessoas. Após este incidente, os Alemães alegaram que o Lusitânia não era um alvo comum pois o mesmo carregava munições e armamentos para os britânicos. Debaixo de críticas da sociedade civil, o Lusitânia foi classificado como “alvo legítimo”. Muitas suposições foram feitas em relação ao naufrágio e as cargas a bordo. Alguns falam em uma enorme quantidade em ouro e a presença do diretor da Galeria Nacional de Arte da Irlanda entre os passageiros parece confirmar que algumas telas de Rubens, Monet e outros mestres da pintura estavam a bordo. Se estas pinturas tiverem sido transportadas em cilindros de zinco selados, como eram em algumas ocasiões, existe a possibilidade de elas ainda estarem preservadas no fundo do mar. O Lusitânia ficou esquecido por quase cinqüenta anos no litoral da Irlanda. Nos últimos trinta anos as coisas mudaram de rumo. Nos anos 60, um ex-mergulhador da marinha americana chamado John Light comprou os direitos de salvatagem (palavra usada para salvamento) do casco e da maquinaria do Lusitânia. Utilizando os primeiros tipos de Aqua Lung, Light e seu time exploraram os destroços por muitos anos atrás de respostas sobre o motivo do afundamento e de sua carga preciosa. Infelizmente, John Light faleceu em 1992 e todo o resultado do trabalho de pesquisa que realizara foi com ele para o túmulo. Em 1982, uma empresa de salvatagem americana, presidida pelo milionário Bemis Jr, trouxe a tona três dos quatro hélices de bronze do Lusitânia além de porcelanas e pratarias. O dono desta empresa alegou ter comprado os direitos de exploração dos sócios de John Light. Um dos belíssimos hélices do navio foi derretido e transformado em 3500 tacos de golf. Cada conjunto de tacos foi vendido por 9.000 dólares. Esta empresa utilizou de mergulhadores de saturação especializados contratados da empresa Oceaneering International. Em 1992, o Dr. Robert Ballard, descobridor do Titanic e do Bismarck iniciou uma investigação no Lusitânia. O objetivo era localizar o ponto de impacto do torpedo. Infelizmente não possível aos pequenos submarinos realizar penetrações no casco pois as passagens eram muito pequenas e apresentavam perigo real aos equipamentos. Os trabalhos foram cancelados. Após dois anos da expedição de Ballard, em 1994, uma equipe formada por mergulhadores Anglo-Americanos utilizando misturas Trimix esteve nos destroços. Entre eles estava o americano Gary Gentile, autor de livros de naufrágio e considerado por muitos como um dos melhores do mundo neste assunto. Esta equipe realizou dezenas de mergulhos no naufrágio durante duas semanas de operações. O que era para ser duas semanas de divertimento entre amigos se tornou um pesadelo: Não convencidos pelo atestado de posse dos destroços apresentados por Bemis Jr, à equipe mergulhou sobre protestos e tiveram que enfrentar uma acusação de invasão de propriedade. Bemis Jr alegou ser dono inclusive das fotos e filmes realizados no navio pela equipe. A discussão chegou à mídia e além de Bemis Jr, a viúva de John Light também alegou direitos sobre o navio além do Ministro Irlandês de Arte e Cultura que também quis impor uma lei de herança marítima sobre o naufrágio que jazia em águas irlandesas, proibindo a prática do mergulho na área sem permissão própria. A equipe de 1994 criou uma empresa para também poder entrar na justiça e disputar os direitos sobre o mergulho e imagens. Há alguns anos atrás, as cortes americana e irlandesas chegaram a um veredito: O milionário Bemis Jr realmente é o proprietário dos casco e acessórios do navio. Os Irlandeses ficaram com a carga e os pertences pessoais. O Grupo de Gary Gentile não foi acusado de invasão de propriedade. Eles publicaram o material sobre a expedição (Gary Gentile tem dois livros a respeito) mas os ganhos referentes à venda destes produtos foram revertidos para pesquisa do mergulho. Bemis Jr continua na batalha contra o governo Irlandês para reaver os direitos sobre a carga e objetos pessoais. E se acaso forem encontrados as pinturas, esta batalha promete ser longa.

sexta-feira, fevereiro 09, 2024

O CHAMPANHE DO TITANIC

O CHAMPANHE DO TITANIC

Quando o submarino Titan implodiu, em junho de 2023, surgiram algumas questões sobre implosões no Titanic — incluindo o motivo pelo qual as garrafas de champanhe encontradas no malogrado navio de cruzeiro (e o próprio navio) não implodiram. Segundo o IFL Science, as implosões são o colapso de objetos sobre si próprios, resultado de uma diferença entre a pressão interna e externa. Não existe uma regra “exceto para garrafas” ou “exceto para o Titanic”. Partes do Titanic implodiram de facto. As partes que não implodiram, evitaram este acontecimento particularmente destrutivo porque o ar tinha sido libertado do seu interior, fazendo com que a pressão fosse igual no exterior e no interior — condições em que a implosão não ocorre. A pergunta que se impõe é seguinte: então, como é que as garrafas de champanhe encontradas no Titanic escaparam a este destino? Foram avançadas algumas respostas, nomeadamente que pudesse ter havido um aumento da pressão no interior da garrafa de champanhe, causado pelo dióxido de carbono no seu interior. A pressão no interior de uma garrafa de champanhe é mais elevada do que se imagina, atingindo cerca de 6 bar (sendo que um 1 bar equivale, aproximadamente, à pressão atmosférica ao nível do mar). Atualmente, o champanhe é guardado em garrafas que podem suportar até 20 bar, sendo frequentemente utilizado um fecho de metal para manter a rolha no lugar. Assim, no início da viagem até ao fundo do oceano, pelo menos, as garrafas de champanhe não corriam o risco de implosão. Já foram encontradas garrafas de champanhe antigas a 50 metros de profundidade, intactas e até mesmo consumíveis. No caso das garrafas de champanhe do Titanic, parte da resposta poderia estar relacionada com a resistência do vidro, mas a rolha seria sugada para dentro da garrafa pela diferença de pressão, antes de atingir as profundezas do Titanic (cerca de 3.800 metros de profundidade, 381 bar de pressão). A causa mais provável avançada até agora para dar resposta ao mistério é a possibilidade de as rolhas estarem danificadas e terem permitido a saída de ar e entrada de água. Com efeito, para que uma garrafa sobreviva à implosão a esta profundidade, como as secções intactas do Titanic, a água tem que ter entrado para igualar a pressão do seu interior com a do exterior. “Sei que já falaram de garrafas de champanhe sem rolha descobertas nos destroços do Titanic, que se encontra ainda mais fundo, a 3,8 km”, explica o canal do YouTube The Dropzone. “Seria incrível se o selo se mantivesse, mas acho que todos os selos já foram comprometidos e a pressão interna se igualou à pressão externa quando o navio afundou em 1912”. Isto pode ter acontecido rapidamente ou mais lentamente, à medida que a cortiça descia e era comprimida pela enorme pressão. O que é certo é que há garrafas que parecem estar praticamente intactas.

https://zap.aeiou.pt/

sexta-feira, fevereiro 02, 2024

OS CORPOS DO TITANIC

OS CORPOS DO TITANIC 

Ao todo, das 2208 pessoas a bordo do Titanic, apenas se salvaram 712, 1496 pessoas morreram. Para recuperar os corpos que ficaram no mar, o CS Mackay-Bennett, navio fretado para recuperar os corpos, foi usado. Marinheiros do porto de Halifax, no Canadá, equiparam o navio para cumprir o papel de casa mortuária. Quando chegaram ao local, no entanto, no dia 19 de abril, foram surpreendidos pelo número de pessoas que estavam mortas e flutuando na água. Na época, o capitão Frederick Harold Larnder disse ao The Washington Post que a tripulação viu os corpos “espalhados pela superfície, parecendo um bando de gaivotas”. Os equipamentos levados não foram suficientes para resgatar todos eles. No primeiro dia, recuperaram 51 vítimas. A 22 de abril, foram 119. Mas, mesmo assim, ainda havia muita gente no mar. O embalsamador-chefe da operação, John R. Snow Jr. começou por colocar os cadáveres em líquido de embalsamento e caixões. Mas, quando os equipamentos acabaram, precisou de usar lona para embrulhar os corpos, que foram colocados em gelo no porão do navio. Quando Snow percebeu que faltaria espaço para carregar todas as vítimas, decidiu que elas deveriam ser sepultadas no próprio mar. Barras de ferro foram utilizadas para fazer peso nos corpos para afundá-los. Acredita-se que a maioria das pessoas que ficaram no mar eram passageiros de terceira classe, decisão baseada pela análise das roupas que vestiam quando foram encontrados. Ao todo pouco mais de 330 corpos foram resgatados, as descrições pormenorizadas de alguns deles têm ainda em vista um dia poderem ser identificados.