sexta-feira, novembro 04, 2005

LORDE WILLIAM JAMES PIRRIE
Pirrie nasceu no Quebeque em 1847. Seus pais, Alexander Pirrie e Margaret Montgomery, ambos irlandeses, pertenciam à minoria protestante da ilha. Quando regressaram à sua pátria, estabeleceram-se em Belfast para que James, o único filho, pudesse se matricular na Royal Academical Institution. Apesar de ter estudado nessa prestigiosa escola, William James não continuou os estudos acadêmicos, optando por começar a trabalhar de imediato; e assim, com apenas 15 anos, entrou na qualidade de aprendiz nos estaleiros da sociedade Harland &Wolff.
Os estaleiros de Hickson ficavam na região de Queens Island, em Belfast. Edward Harland assumiu a direção em 1858 e conseguiu aumentar o volume de negócios da empresa; em 1861, Gustav Wolff, sobrinho do financeiro Gustavus Schwabe, tornava-se seu sócio.
Partindo do zero, em poucos anos o jovem William James Pirrie conseguiria progredir na hierarquia da empresa até se tornar um dos sócios dos estaleiros. Mais tarde, depois da morte de Edward Harland, ocorrida em 1895, Pirrie assumiu o cargo de responsável por toda a sociedade, transformando a em uma companhia pública. William James Pirrie desfrutava de seu sucesso e manifestava visivelmente sua satisfação.
Qualquer ocasião era propícia para se fazer notar e ostentar sua posição e prestígio. Com esse espírito, aceitou vários cargos públicos, um após o outro: de juiz de paz a prefeito de Belfast, de cavaleiro de são Patrício a membro do conselho da Coroa. Para completar os estudos que abandonara na juventude, obteve uma licenciatura honorária em leis e, durante alguns anos, foi vice-reitor da Queen's University de Belfast. Permitia-se um alto nível de vida e não admitia que nada questionasse seu poder. Entre os principais objetivos alcançados naqueles anos por Harland &Wolff, cabe-nos mencionar o projeto do navio de fundo plano com quilha antigaleio, que dava maior estabilidade à embarcação.
Essa inovação tecnológica apresentava duas vantagens relevantes: um considerável aumento do espaço interno do navio, que serviria para estocar uma quantidade maior de mercadoria, e instalações mais confortáveis para os passageiros que, apesar da fascinação e da beleza de uma viagem de navio, temiam sofrer o inevitável enjôo.

1 comentário:

Alencar disse...

Legal o post, gostei da história do Lorde Pierre.
Parabéns!!!!