sábado, novembro 29, 2008

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TITANICFANS

Este post é dedicado a todos os que nos visitam, foi a realização de um post que há muito desejava fazer aliado a uma das minhas músicas favoritas, uma montagem feita por mim mesmo para contar uma história.

Frank John William Goldsmith Jr. era um rapaz de nove anos que viajava em 3ª classe com os seus pais, John William de 33 anos e Emily Alice de 31, e os amigos Thomas Theobald e Alfred Rush. A família Goldsmith ia com destino a Detroit ao encontro de uma nova vida, ainda sofriam com a perda do seu outro filho, Bertie, que faleceu de Difteria nos finais de 1911. Segundo o livro de Ken Marshall "Inside Titanic", o quarto de Frank era uma pequena cabine de terceira classe. Por sua vez, um outro menino de primeira-classe, Billy, e sua família viajavam em uma suíte luxuosa. Os dois meninos estavam emocionados por estarem na primeira viagem do maior navio então construído. E eles não podiam esperar para explorar cada detalhe deste fabuloso navio: "Nós os miúdos passavamos muito tempo nas salas das caldeiras do navio a ver os alimentadores de fornalha a trabalhar. Eles cantavam canções. Muitas vezes quando olhávamos para eles, eles batiam com as pás nas grades dos contentores de carvão ao ritmo da cantoria." Finalmente a potente sereia lançou o silvo de aviso da partida eminente. A lotação total final era de 2208 pessoas a bordo, 1317 passageiros e 891 tripulantes. Às treze e trinta o Titanic levantou a âncora de estibordo, que o mantinha fundeado na baía, e iniciou a travessia do Atlântico, seguindo a famosa North Atlantic Run, uma das principais rotas marítimas do mundo. A vista da coberta superior do Titanic era maravilhosa. Este era o reino do comandante e dos oficiais de coberta.
Cpt. Smith - Leve-o para o alto-mar, Sr. Murdoch. Vamos dar-lhe exercício.
Murdoch - Sim, meu comandante. A todo o vapor, Sr. Moody.
Moody - A todo o vapor.
Quando decidem aumentar a velocidade, já no alto-mar, e empurrar aquele colosso toda a força e centenas de fogueiros atiram carvão para as fornalhas e vemos subir e descer as enormes bielas daqueles motores gigantescos, então compreendemos. Vemos a força interior do navio, vemos o seu poder. Thomas Andrews observa atentamente os engenheiros e maquinistas que iam ajustando e rodando as válvulas, na sala das caldeiras os fogueiros cantam uma canção de incentivo ao trabalho quente e pesado.

Chefe Bell - A todo o vapor.
- A todo o vapor.
Barrett - Vamos encher as caldeiras. A todo o vapor.
É então que vemos a satisfação dos oficiais que comandam o navio e a sensação de domínio sobre os outros elementos.

Murdoch - 21 nós, meu comandante.
Cpt. Smith - Agora é que lhe demos um osso para os dentes, eh, Sr. Murdoch.
A impressionante fila de caldeiras instaladas no Titanic eram alimentadas por enormes bocas abertas em cada caldeira onde se deitava o carvão que devia proporcionar ao Titanic a sua energia. Foi então que reparamos que no cimo da quarta chaminé que servia de ventilação inteiror encontrava-se um fogueiro de rosto enegrecido pela fuligem, provocando sonoras gargalhadas nos passageiros. Outros acreditaram ver a materialização de um ser infernal surgido das entranhas do navio e empenhado em recordar que por detrás de todo aquele luxo e aquela segurança se escondiam forças obscuras e ameaçadoras. Qualquer que tenha sido o motivo dessa curiosa escalada até à boca da chaminé, o incidente alimentou os rumores sobre a singularidade do Titanic. "Na tarde de 11 de Abril a minha mãe e eu ficamos na popa do navio a ver a Irlanda a desaparecer, com o coração aos saltos gritei «MÃE! ESTAMOS NO ATLÂNTICO!»"
Frank gritava de contentamento, sentiu a brisa do oceano, sentiu-se o rei do mundo, sentiu-se voar... A Irlanda ficava para trás, muito iria acontecer às 2208 pessoas que estavam a bordo, só 705 voltariam a ver terra de novo, entre eles Frank e a sua mãe...

Créditos: Mário Silva - Textos de posts do TitanicFans, Música: Sirens' Whispering - Vangelis, Vídeo: Titanic Birth of a Legend, Livro: "Inside Titanic" - Ken Marshall.

sexta-feira, novembro 21, 2008

JOGOS TITANIC
O TitanicFans abriu uma nova secção de jogos do Titanic! Esta sopa de letras foi publicada em 1998 são ao todo 44 palavras alusivas ao filme. Por baixo do Mural de Recados existem jogos de memória, que têm como tema o filme Titanic. Imprima a imagem e procure as palavras, ou teste a sua mente virando as imagens no teste de memória Titanic! Seja o mais rápido e erre o menor número de vezes possível! O TitanicFans deseja que se divirta nesta nova secção feita especialmente para si!

sexta-feira, novembro 14, 2008

ERRO OU MITO
"Em que cena de Titanic é visto um dos figurantes usando relógio digital? Isso é verdade sobre erro? Ou é tipo só mito?" - assim como o nosso leitor Gleiton, muitos fazem essa pergunta também, tantos quantos aqueles caçadores de erros do melhor filme de todos os tempos, tido como "perfeito" para a sua época (1997) tal qual foi o Titanic de 1912. Depressa esses caçadores conseguiram achar erros no filme, alguns bem provados e comprovados, outros ainda levantam dúvidas se podem ser considerados erros ou não. Na lista já constam mais de 200 erros ou falhas do filme mais caro de sempre! Esta imagem é da cena em que Rose salta e cai no convés e é ajudada pelo padeiro Joughin. Por trás dela vemos um figurante de terceira classe, suposto pai de família que ajuda a sua esposa e filhos a pular para baixo. Vemos que ele usa um relógio de pulso. Pois bem, os primeiros relógios utilizados foram os relógios de bolso. No início eram muito raros e tidos como verdadeiras jóias, pois poucos tinham um. Os relógios de bolso eram símbolo da alta aristocracia. Comenta-se que foi Santos Dumont quem inventou os relógios de pulso. A amizade de Santos Dumont com Louis Cartier vinha do fim do século XIX. Uma noite, Alberto lhe disse que não tinha como ler a hora em pleno vôo em seu relógio de bolso, depois, com o auxílio do mestre relojoeiro Edmond Jaeger apresentaram uma solução para Santos Dumont, um protótipo do relógio de pulso, em Março de 1904, o qual permitia ver as horas mantendo as mãos nos comandos. Entretanto, relógios de pulso já eram conhecidos e usados anteriormente. O que acontecia é que eram adereços essencialmente femininos e eram geralmente feitos sob encomenda. Na verdade, a Santos Dumont coube a popularização do relógio de pulso entre os homens. A Primeira Guerra Mundial foi o marco definitivo no uso do relógio de pulso, já que os soldados precisavam de um jeito prático de saber as horas. Por isso não é de estranhar que este homem usasse um relógio de pulso em 1912, pois tanto os relógios de pulso como os relógios de bolso já estavam banalizados na época e fácilmente acessíveis pois haviam para todos os preços e qualidades. Se o que este figurante usa é digital ou não, cabe a cada um ver a cena e apostar de que marca seria o relógio.

sexta-feira, novembro 07, 2008

O SOBREVIVENTE DA FOTO
Hugh Woolner nasceu em 28 de Setembro de 1866 e com 45 anos, foi um dos sobreviventes do Titanic. O Sr. Hugh Woolner residia naa Rua Welbeck nº29, Londres e era o director de vários negócios. Comprou um bilhete da primeira classe e ocupou a cabine C-52 (possivelmente com Mauritz Björnström-Steffansson). Embarcou no Titanic em Southampton. De acordo com o seu testemunho “uma senhora (Sra. Churchill Candee) foi recomendada a meu cuidado por cartas de amigos em Inglaterra. Embarcou no navio em Cherbourg, mas eu não a tinha conhecido antes.”
Além de recordar algumas coisas do dia a dia a bordo do navio, recordava-se de coisas fora de comum...
“Eu observei que, tanto quanto minha memória me permite, que o número de milhas por dia ia aumentado enquanto nós navegávamos. Se eu bem me recordo, um dia eram 314 milhas, e no dia seguinte eram 356 milhas e aquele é o último número que me recordo (soube-se mais tarde que na realidade eram 514 e 556). Eu penso que era o último número por acima dos anúncios do navio.”

A respeito do capitão Smith mais tarde recordou: “Eu vi-o no pequeno almoço e, eu penso, no convívo uma noite no bar, mas eu não estou bem certo disso.”
Na altura da colisão, Woolner estava na sala de fumo da primeira classe com Mauritz Björnström-Steffansson e um “Sr. Kennett” (provavelmente Edward Austin Kent).
“Nós sentimos um estremecimento, uma pancada, não exactamente um choque, mas uma pancada lenta; e então nós sentimos um som de rasgo que percorria o navio inteiro. Todos, tantos homens quantos eu podia ver, foram lá para fora rapidamente através das portas giratórias no lado estibordo, e viram algo a percorrer até a popa. Eu comecei a escutar o que diziam. As pessoas suponham o que poderia ter sido, e um homem disse, 'um iceberg passou agora mesmo.” Mas quem esse homem era, eu não sei. Eu nunca mais o vi." Woolner recorda que foi procurar a Sra. Candee e encontrou-a na porta do seu quarto. E tranquilizou-a que tinha sofrido um pequeno acidente e foram para o convés. A caminho do convés num dos corredores do navio viram dois passageiros a envergar os coletes salva-vidas e foram questionar o comissário de bordo que confirmou que deveriam vestir os coletes. Retornaram ao camarote e vestiram os coletes. Woolner embarcou a sra Candee num bote e manteve-se sempre acompanhado do seu amigo Mauritz, assistiu à recusa da sra. Ida Strauss que persistiu a ficar com o marido e morrer com ele. Hugh afirma que quem disparou tiros para o alto foi Lightoller e Murdoch aí perceberam que o navio se ia afundar e saltaram do convés para o bote D. Mauritz saltou e ficou meio fora e meio dentro do bote, Woolner quase preferia perder os dedos a cair na água e foi içado. Ajudaram também um homem a içar-se para dentro. Havia agora 6 homens no barco salva-vidas e aproximadamente 30 mulheres e crianças. Viram o navio deslizar para dentro de água e não retornaram para recolher sobreviventes. O sol nasceu e Hugh pode ver os icebergues rosados e o Carpathia se aproximando. Hugh Woolner foi recentemente identificado nesta mesma foto na frente do bote salva-vidas. Morreu em 13 de Fevereiro de 1925 em Budapeste.