sexta-feira, abril 13, 2018

TITANIC 106 ANOS

EVENTOS EM 13 DE ABRIL DE 1912
08h:30min
Anunciado o desjejum.
09h:00min
Mensagem recebida informa que o Rappahannock, da Furness Withy Line, de Liverpool, sofreu danos no leme ao cruzar campo de gelo.
10h:30min
Inspeção do capitão e auxiliares. Da casa de máquinas, Bell comunica: o fogo está extinto, mas uma das paredes da carvoeira, que é também uma antepara, foi afetada. Tamanho é o calor lá embaixo que os homens trabalham seminus e numa atmosfera densa de pó de carvão.
12h:00min
O Titanic nas últimas 24h, deixou para trás 835 km com tempo claro, limpo e mar sereno, mas avisos sobre gelo, comuns nesta época, são recebidos. Os passageiros reportam o mínimo de barulho ou vibrações no navio. Com as 24 principais caldeiras ativadas, avança a 21 nós.
13h:00min
Anunciado o almoço.
16h:35min
Mensagem do Californian, da Leyland Line, comandado pelo capitão Stanley Lord. Reporta que o Caronia, da Cunard, sob o comando do Capitão Barr, acusa icebergs na latitude 42° Norte e longitude 40°51’ Oeste.
18h:00min
Anunciada a janta. No salão da Primeira Classe, o médico de bordo, William O’Loughlin, faz um brinde ao Titanic.
20h:00min
Abertura do restaurante à la carte.
22h:30min
O Titanic cruza com o Rappahannock, e este, que não dispõe de radiotelegrafia, alerta pela lâmpada Morse: "Passamos por gelo pesado e diversos icebergs". O Titanic responde: "Mensagem recebida. Muito obrigado. Boa noite". Adiante, o navio enfrenta dez minutos de densa neblina.
Nota: Vídeo: TitanicFans, Música: John Ryan's Polka - Gaelic Storm, Textos Cronológicos: TitanicMomentos.

quinta-feira, abril 12, 2018

TITANIC 106 ANOS


EVENTOS EM 12 DE ABRIL DE 1912
08h:30min
Anunciado o desjejum.
10h:30min
Inspeção do capitão e auxiliares. Na Sala Marconi, ele ouve o telegrafista ler mensagem do La Touraine, da Compagnie Generale Transatlantique, congratulando-se com a viagem inaugural e alertando para a presença de gelo à frente. À tarde, Phillips e Bride receberão inúmeras mensagens do mesmo teor. Uma delas dirá que o Corsican, da Allan Line, colidiu com um iceberg e foi obrigado a seguir para St. John, na Terra Nova.
12h:00min
O Titanic percorre 778,75 km com tempo claro e limpo. Para passar o tempo alguns passageiros se divertem dançando a o som da melhor banda do Atlântico, outros fazem apostas sobre a data de chegada do Titanic em Nova Iorque. Ismay havia dito que seria na quarta-feira pela manhã, mas alguns oficiais diziam que terça-feira a noite seria mais provável. O incêndio está quase dominado. De suas 24 caldeiras com dois terminais, 23 estão em ação.
13h:00min
Anunciado o almoço.
18h:00min
Anunciada a janta.
20h:00min
Abertura do restaurante à la carte. O telégrafo apresenta problemas, obrigando Phillips e Bride à suspensão temporária do tráfego.
Nota: Vídeo: TitanicFans, Música: Valse Septembre - I Salonisti, Textos Cronológicos: TitanicMomentos.

quarta-feira, abril 11, 2018

TITANIC 106 ANOS


EVENTOS EM 11 DE ABRIL DE 1912
06h:00min
Diariamente abertura da piscina térmica, no convés F, so­mente para homens. Após as 9h:00min, para ambos os sexos. Atualizam-se os instrumentos de navegação. De madrugada, o capitão fez exercícios com o navio, avaliando sua capacidade de manobra.
08h:30min
Desjejum até 10h:30min. Os passageiros aproveitam o bom tempo para caminhar e conhecer o navio. Alguns da Primeira Classe descem ao tombadilho, mas não conversam com aqueles que viajam nos conveses inferiores, nada têm a dizer a pessoas de inferior condição. Eles freqüentam aquela área aberta aos pobres tão só para passear com seus cachorros.
10h:30min
Inspeção do capitão, acompanhado do engenheiro-chefe Joseph Bell, do comissário-chefe McElroy e do camareiro-chefe Latimer. Também inspecionam o navio Andrews e os técnicos do Guarantee Group. A tripulação cumprimenta o telegrafista Phillips, que está de aniversário. Simulada uma situação de emergência com um sinal de sino e o fechamento das portas estanques. Pouco depois, aproxima-se o navio-guia e transfere-se para bordo o prático do porro de Queenstown.
11h:30min
O navio lança âncora em Queenstown, a quatro quilômetros do porto. É a última escala antes da travessia oceânica. Ismay discute com o engenheiro Bell, quer sua anuência para que o navio, já na segunda-feira, empregue a velocidade máxima, de modo que possa chegar a Nova York na terça-feira, dia 16. Se a pressa se relaciona com o recorde da travessia, é um despropósito. A possibilidade de que o Titanic venha a superar a marca de 1909, pertencente ao Mauretania, da Cunard, é igual a zero.
12h:00min
Parte de Nova York o Carpathia, da Cunard, para Gibraltar.
12h:30min
Almoço até 14h:30min. As barcaças America e Ireland trazem sete passageiros da Segunda Classe e 113 da Terceira, além de 1.385 pacotes de correspondência postal. Desembarcam sete da Primeira Classe: o seminarista jesuíta Francis Browne e seis membros de uma família. Um fornalheiro, John Coffey, natural de Queenstown, esconde-se numa das barcaças e deserta do navio. Entre passageiros e tripulantes, encontram-se a bordo 2.208 pessoas. Jornalistas vêm conhecer o Titanic e um deles fotografa o Capitão Smith e o comissário McElroy. O convés A é visitado por comerciantes e Astor adquire para Madeleine uma jóia no valor de 800 libras. Quando os comerciantes se retiram, ocorre algo inusitado: um fornalheiro com o rosto negro de fuligem olha para eles da boca da quarta chaminé, que é falsa. Algumas mulheres interpretam a aparição como um mau presságio.
13h:15min
O seminarista Browne, na barcaça, tira uma fotografia do Capitão Smith debruçado na amurada da asa da ponte: é a última do comandante. Também são de Browne as raras fotos tiradas a bordo e a derradeira do navio. Na popa, o irlandês Eugene Daly, da Terceira Classe, despede-se de seu país tocando a canção Lamento de Erin em sua gaita de foles.
13h:30min
O Titanic levanta âncora rumo a Nova York e é seguido por um bando de gaivotas, atraídas por restos de comida despejados no mar pelos duros de esgoto. Minutos depois, breve parada para o transbordo do prático. Retomando o curso, passa tão perto de um pesqueiro francês que os pescadores são banhados pelas ondas do sulco da proa. Eles acenam e o navio responde com um apito. Nas horas seguintes, navegando a 19,5 nós, ultrapassará o cabo Kinsale e, a menos de dez quilômetros da costa, pelo canal São Jorge, será visto por inúmeras pessoas, imagem que jamais esquecerão. Inclina-se ligeiramente para bombordo, por obra da grande quantidade de carvão retirada do depósito de estibordo, na tentativa de apagar o incêndio. Comentários dos fornalheiros indicam que as mangueiras d'água têm pouca pressão.
18h:00min
Anunciada a janta.
20h:00min
Abertura do restaurante à la carte.
Nota: Vídeo: TitanicFans, Música: Making Plans / Gathering the Clans - James Horner, Textos Cronológicos: TitanicMomentos

terça-feira, abril 10, 2018

TITANIC 106 ANOS


EVENTOS EM 10 DE ABRIL DE 1912
05h:17min
O sol nasce em Southampron. Começam a chegar os tripulantes que dormiram em casa.
06h:00min
Embarca Andrews, ocupando sua cabine a A36.
07h:30min
Embarca o capitão para sua última viagem antes da aposentadoria e recebe o boletim de navegação do Chefe dos Oficiais, Wilde. Os outros oficiais assumem suas funções. No cais, uma multidão de marujos se aproxima do navio, na esperança de conseguir trabalho em sua viagem inaugural. Parte da estação Waterloo, em Londres, rumo ao porto de Southampton, o trem da London & South Western Railway, trazendo os passageiros da Segunda e Terceira Classes. Entre os da Segunda, os oito músicos da banda liderada por Wallace Hartley.
08h:00min
A tripulação é passada em revista pelo capitão e autoridades do comércio marítimo. Já se encontra a bordo o prático George Bowyer. É realizado um exercício com os botes salva-vidas. Infelizmente isto é feito somente em dois botes, o nº. 11 e 15 de estibordo.
09h:00min
Parte da estação Waterloo o trem que conduz para Southampton os passageiros da Primeira Classe e alguns da Segunda.
09h:30min
Chega ao porto em sua limusine Daimler o diretor de operação da WSL, Bruce Ismay, com o mordomo John Frye o secretário William Harrison. Vai ocupar as cabines B-52-54-56. A família não o acompanha. Chega também o trem da Segunda e Terceira Classes. Os passageiros da Terceira, na maioria são emigrantes. São embarcados somente após a inspeção sanitária.
09h:40min
Parte de Paris o Train Transatlantic, levando para Cherbourg os passageiros que, à noite, embarcarão no Titanic.
10h:00min
Embarca, ocupando a cabine D-56 da Segunda Classe, o professor Lawrence Beesley, que ainda em 1912 publicará a memória The Loss of the Titanic.
11h:00min
Chega ao porto o trem londrino da Primeira Classe. Traz passageiros afamados pela riqueza ou suas atividades, que logo embarcam.
11h:30min
Cerca de 50 pessoas cancelam suas reservas pouco antes da partida. Uma delas é J. Pierpont Morgan, titular da IMM. Afortunados membros da tripulação não embarcam, licenciados ou por não se apresentarem, ou por se apresentarem fora do horário.
12h:00min
As poderosas sirenes do Titanic são accionadas, avisando de sua eminente partida. Todos que não fazem parte da tripulação nem dos passageiros começam a desembarcar. Muitos passageiros nesta fatídica viagem deveriam estar a bordo do Oceanic e do Adriatic, mas foram transferidos para o Titanic devido à greve dos carvoeiros. Os vigias perguntam a Lightoller pelo binóculo que usaram de Belfast para Southampton e depois foi recolhido. O segundo oficial responde que não há nenhum disponível. Ninguém sabe onde Blair o guardou e ninguém com autoridade toma a iniciativa de mandar procurá-lo. Na proa, Wilde e Lightoller. Na popa, Murdoch. No topo do mastro, a bandeira vermelha e branca, sinal de que o prático orienta o leme. O capitão ordena a partida.
12h:15min
O navio levanta âncora e, após apitar três vezes, afasta-se do cais puxado por cinco rebocadores, entre eles o Vulcan. Já propulsionado por seus motores, desce o canal de Southampton. O destino é Nova York, com escalas em Cherbourg e Queenstown, na República da Irlanda. Perto da embocadura do rio Test, a sucção de seu poderoso deslocamento, o chamado "efeito canal", faz balançar o vapor New York, que rebenta seis cabos de amarração de 15cm de diâmetro e se movimenta, com a popa em sua direção. O Titanic reverte os motores, mas a colisão é iminente. No derradeiro instante, é evitada pelo Vulcan, que alcança um cabo da embarcação à deriva e a sustenta. A popa do New York deixa de abalroar o casco do Titanic por escasso 1,20m. O prático é apenas um auxiliar, não comanda. Quem comanda é o Capitão Smith, e o incidente com o New York, somado à colisão entre o cruzador Hawke e o Olympic, também sob seu comando, sugere sua inaptidão para manobrar navios de maior porte - isto sem contar seu lastimável histórico de acidentes marítimos. Ainda não foi debelado o incêndio na carvoeira. Tamanho é o descaso do capitão em relação à grave ocorrência que nem ao menos manda registrá-la no diário de bordo.
13h:00min
O Titanic reinicia sua viagem em direção a Cherbourg. A gata Jenny, considerada um membro da tripulação e aos cuidados de um ajudante de cozinha, dá à luz: é uma grande ninhada de gatinhos. O prático desembarca.
13h:30min
O corneteiro Peter Fletcher, anuncia a tardia abertura do horário de almoço com acordes de melodia. Os salões de refeição permanecem abertos até as 14h30min.
15h:45min
Os passageiros do Train Transatlantic, vindos de Paris, desembarcam na gare marítima de Cherbourg. Anunciado o atraso do Titanic.
17h:30min
Finalmente o Titanic chega a Cherbourg, França, a apenas 38 km de distância através do Canal da Mancha. Os passageiros começam a ser embarcados nos barcos que os levarão ao Titanic.
18h:00min
Hora do jantar, que se estende até 19h30min.
18h:30min
Chega o navio a Cherbourg. Suas dimensões não permitem que se aproxime do pequeno cais e ele ancora ao largo. O transporte entre o porto e o navio está a cargo de barcaças da WSL, que também segregam as classes sociais: na Nomadic, Primeira e Segunda Classes, na Traffic, Terceira Classe e malas postais. Na próxima hora e meia, desembarcam 20 passageiros da travessia Southampton-Cherbourg e embarcam 274 novos passageiros.
20h:00min
Os novos passageiros já estão instalados e as barcaças retomam ao porto. O restaurante à la carte abre suas portas para quem o prefira ao salão de refeições do navio. Permanecerá à exclusiva disposição da Primeira Classe até as 23h00min. 
20h:10min
O Titanic levanta âncora rumo a Queenstown. Vai atravessar novamente o canal da Mancha e contornar a costa sul da Inglaterra. Prossegue o incêndio na carvoeira. Nesta aproximada hora, no Atlântico, menos de 200 km ao norte da rota do Titanic, o vapor francês Niagara bate num iceberg, que lhe deforma o casco abaixo da linha d'água, e emite pelo radiotelégrafo a mensagem de CQD. As seqüelas do acidente não são fatais para o navio, que demanda ao porto antes da chegada de socorro. É a primeira de uma série de colisões com gelo nos próximos dias. O inverno nas latitudes setentrionais não foi muito severo. Grande quantidade de gelo se desprendeu da calota polar e, à deriva, segue para o sul.

Nota: Vídeo: TitanicFans, Música: The Legend Spreads - James Horner, Textos Cronológicos: TitanicMomentos

sábado, abril 07, 2018

TITANIC 106 ANOS

EVENTOS EM 7, 8 E 9 DE ABRIL DE 1912 
Às 6h30min do dia 07 de Abril, Andrews começa nova inspeção do navio. Mais tarde, retira-se para o escritório do estaleiro em Southampton. A bordo, com exceção dos que tentam debelar o fogo na carvoeira, não se trabalha no domingo. Nenhuma fumaça é expelida pelas chaminés. Durante todo o dia, ouve-se apenas o sino do navio marcando a passagem das horas. Nesse domingo de Páscoa de 1912, um empregado do Titanic John Brookman, com 27 anos, casa-se com a sua esposa Alice antes de partir no Titanic. Dali a uma semana, Alice estaria viúva. 
No dia 8 de Abril, a carga está completa. Finaliza-se também o carregamento das provisões. Os alimentos frescos são guardados nos grandes refrigeradores do bailéu (convés do navio entre o tank top e o convés G).
Também são carregadas 57.000 peças de cozinha e louça, 29.000 peças de vidro e 44.000 talheres. O abastecimento de água potável presume um consumo diário de 63.000 litros.
Andrews, que se encontra no navio desde o amanhecer, fiscaliza todos os procedimentos e resolve pequenos problemas surgidos nos últimos dias. Em seu alojamento, William Murdoch escreve carta à irmã, Margaret, dizendo que espera ser mantido como Chefe dos Oficiais pelo Capitão Smith. Seu trunfo é o Capitão Bartlett, que se mostrou satisfeito com seu serviço no trajeto Belfast-Southampton.
No dia 9 de Abril, todos os oficiais, menos o Capitão Smith, passaram a noite a bordo, cumprindo os quartos regulares de serviço e supervisionando os preparativos para o embarque dos passageiros. Nos guindastes, na calefação e outros trabalhos, o navio gasta 415 toneladas de carvão. A sobra do que trouxe de Belfast, somada às 4.427 toneladas que recebeu de outros navios, computam-lhe um total de 5.892 toneladas. Não enche as carvoeiras, cuja capacidade é de 8.000 toneladas, mas é bastante para sete dias de viagem: o consumo diário, em velocidade de cruzeiro, é de 650 toneladas. Persiste, entretanto, o incêndio da carvoeira da sexta sala de caldeiras. O Capitão Smith traz do Olympic o Chefe dos Oficiais Henry Wilde, rebaixando Murdoch para primeiro oficial e Lightoller para segundo oficial. O segundo anteriormente nomeado, David Blair, que vem do Teutonic, é descartado e, para sua felicidade, não viajará. Para a infelicidade de quem segue a bordo e será vítima da incúria e da sobrançaria, ninguém lhe pergunta onde guardou o binóculo dos vigias. Wilde estava cotado para comandar o Oceanic, mas permanecia em Southampton por causa da greve. Sua nomeação desgosta os oficiais, sobretudo os que são afectados. Nos dias seguintes, os tripulantes continuarão a chamar Murdoch de "chefe". Nova imposição do Capitão Smith: o comissário Barker é rebaixado a assistente e é contratado como comissário-chefe Hugh McElroy, que também vem do Olympic, com um salário 25% maior. O Titanic é visitado pelo supervisor local do Board of Trade, Capitão Maurice Clarke, que inspecciona o navio acompanhado de Andrews e dos oficiais Lowe e Moody. Testa a lâmpada Morse e lança um foguete de sinalização, aprovando. Embarca num dos botes salva-vidas, o Standard 11, e ordena que os oficiais o lancem, com apenas nove tripulantes. Aprova também, quando deveria ter arriado o bote com a lotação completa, 65 passageiros. A incerteza dos oficiais quanto à resistência dos turcos os induzirá a reduzir a ocupação dos botes durante a primeira hora e meia do naufrágio, causando a perda de quase 500 vidas. A inspecção é tão superficial que não alcança os conveses inferiores, validando o certificado de qualidade de um navio que traz ardendo uma das carvoeiras - incidente que o capitão, por sua vez, trata de omitir, acordando com a insensata auto-suficiência da empresa: "Não consigo imaginar algo que possa levar um navio a naufragar", ele declarou, antes do embarque, "a moderna construção naval está muito acima de qualquer fatalidade". Retirando-se o supervisor, Smith faz sua própria inspecção, acompanhado de Wilde e Murdoch. Na ponte, um jornalista londrino o fotografa. Andrews escreve à esposa, Helen, comentando que o Titanic está pronto, e amanhã, ao zarpar, contribuirá para dar mais prestígio à Harland & Wolff. Na última noite em Southampton, todos os oficiais dormirão no navio, menos o capitão.
Realização: Mário Silva, Música: Main Title (Brave Heart) - James Horner, Vídeo: Titanicfans, Textos Cronológicos: TitanicMomentos.

quarta-feira, abril 04, 2018

TITANIC 106 ANOS

TITANICFANS
EVENTOS EM 4, 5 E 6 DE ABRIL DE 1912 
4 de Abril de 1912 - Quinta-feira: Embarca parte da tripulação. Inicia-se o recolhimento das provisões e da carga, cujo manifesto, em segunda via, segue hoje para Nova York pelo Mauretania, da Cunard, uma cautela da época. A companhia também trata do abastecimento de carvão. O Titanic não dispõe de combustível suficiente para a viagem, traz em suas carvoeiras apenas 1880t.
A carga é variada: Orquídeas, canetas, filmes, porcelana, objetos de prata, batatas e champanhe. Segundo o autor, a quantidade de bebida alcoólica trazida a bordo é suficiente para embebedar meia Nova York durante uma semana. Alguns itens intrigam: 300 caixas de nozes destinadas ao First National Bank of Chicago, 11 fardos de borracha para o National City Bank of New York, 25 caixas de sardinhas para a firma de investimentos Lazard Frères, um caixote de velas de cera para a American Motor Co., além de quatro caixas de ópio sem o nome do remetente.
Andrews inspenciona a obra-prima da WSL e faz críticas e anotações em sua cabine, a A36. À noite, vai recolher-se ao hotel South Western, na vizinhança do porto. 
No dia 5 de Abril, ocorre o primeiro dia do recrutamento dos tripulantes de menor hierarquia. A maioria reside em Southampton, outros vêm de Liverpool, Londres e Belfast. O navio é ornamentado com bandeiras e flâmulas para comemorar a Sexta-Feira Santa e homenagear a população local. Esta foi a única ocasião em que o Titanic pôde ser visto desse modo. À noite, os paramentos são retirados. O carvão que falta vem de outros navios, inclusive do Olympic, também inactivo e sob novo comando.
Termina a greve dos carvoeiros no dia 06 de abril. A maior parte da tripulação já está contratada. O comissário de bordo (tesoureiro), Reginald Barker e o chefe dos camareiros, Andrew Latimer, vêm do Olympic, a convite do Capitão Smith.
A 6 de Abril continua o recolhimento da carga. Serão quase 560 toneladas e 11524 peças avulsas, entre elas o Renault vermelho, ano 1912, de 25hp, pertencente ao milionário norte-americano William Carter, e considerado um dos carros de passageiros mais velozes do mundo. Vai sobrar lugar: a capacidade de carga do navio é de 900 toneladas. 

segunda-feira, abril 02, 2018

TITANIC 106 ANOS

TITANICFANS
EVENTOS EM 2 E 3 DE ABRIL DE 1912 
Para lembrar estes mesmos dias mas em 1912 aqui fica um pequeno resumo dos acontecimentos ocorridos. 
Às 10:00 horas, do dia 2 de Abril, puxado por rebocadores, o navio deixa a doca no rio Lagan e, por seus próprios meios, navega no lago de Belfast, que tem 20km de comprimento e entre 5 e 8km de largura. Ali começam a ser testados os equipamentos, a velocidade até 20 nós e manobras e paradas com reversão de motores. Às 14:00 horas, o navio avança para o mar da Irlanda, à velocidade de 18 nós (33,3km/h), prosseguindo os exercícios, e em duas horas retoma a Belfast. O período de testes dura menos do que um dia. O supervisor do Board of Trade, Francis Carruthers, procede à inspeção do navio, e uma empresa londrina ajusta as bússolas para operações em mar aberto. É o dia da partida para Southampton. Encontram-se a bordo, além de outros 112 tripulantes, oito oficiais (Comodoro Edward Smith, Chefe dos Oficiais William Murdoch, 1º Oficial Charles Lightoller, 2º Oficial David Blair, 3º Oficial Herbert Pitman, 4º Oficial Joseph Boxhall, 5º Oficial Harold Lowe, 6º Oficial James Moody). O presidente da Harland & Wolff, Lorde Pirrie, não comparece por motivo de saúde, está com pneumonia. Em seu lugar, embarca o engenheiro Andrews, acompanhado de oito técnicos do estaleiro, o chamado Guarantee Group, que deverá avaliar o desempenho do Titanic e sugerir alterações. O diretor de operações da White Star Line, Bruce Ismay, também não embarca, devido a compromissos familiares, e é substituído por outro executivo da empresa, Harold Sanderson. Às 18:00 horas, o Titanic é puxado pelos rebocadores Herald (proa de bombordo), Haskinson e Herculaneum (costados de bombordo e estibordo), e Horbury (proa de estibordo), ao longo do rio Lagan e do lago de Belfast. Perto da cidade de Carrickfergus, na embocadura do lago, os rebocadores se afastam, e o navio, conduzido pelos timoneiros Alfred Nichols, e Albert Haines, e ainda sob inspeção, navega até o mar da Irlanda, retoma ao lago de Belfast e, parando, recebe de Carruthers o certificado: "Bom por um ano a partir de 2 de abril de 1912". Às 20:00 horas, parte o Titanic para cobrir 917km até Southampton, principal terminal dos vapores da WSL desde 1907. Quem o comanda é o Capitão Charles Bartlett, Superintendente de Marinha da White Star Line.
No dia 3 de abril, o tempo estava bom, fazia frio enquanto o Titanic atravessava o canal de São Jorge. Entre 4:00 e 6:00 horas, enfrenta espessa neblina. Servido o café da manhã: frutas frescas e tomates, omelete, mingau de aveia, batata sauté, filé recheado, rolos de arenque defumado, guizado de frango com agrião, bolinhos fritos de cevada, presunto, salsichas, ovos quentes ou fritos. Nas profundezas do navio, a atmosfera não é tão amena. Abrasa-se o carvão no depósito de estibordo da sexta sala de caldeiras e o fogo se alastra. Carvoeiros e fornalheiros começam a agir, retirando-o e molhando-o. Ao meio-dia, o navio contorna Land's End, extremo ponto sudoeste da Inglaterra. Na Sala Marconi, atrás da primeira chaminé, o telegrafista John Phillips e seu assistente Harold Bride, procedem aos ajustes finais do equipamento, com uma chamada geral. Surpreendentemente, respondem uma estação de Tenerife, a quase 4.000km de distância, e outra de Port Said, a mais de 5.000km. A noite, perto da ilha de Wight, ao largo de Southampton, encontra-se o navio com a embarcação do prático do porto, George Bowyer, que se transfere para bordo. Pouco antes da meia-noite, o Titanic chega a Southampton, atracando no cais 44 da White Star Line. Os rebocadores Hector, Ajax, Hércules e Netuno, da Red Funnel Line, aproximam o navio do cais, puxando-o pela popa. Por causa da greve dos carvoeiros, iniciada seis semanas antes, há numerosos vapores inativos, entre eles o New York, da American Line, que em breve será protagonista de um ominoso incidente. O Titanic chegou a Southampton. 
Realização: Mário Silva, Música: Sirens' Whispering - Vangelis, Vídeo: Titanic Birth of a Legend, Textos Cronológicos: TitanicMomentos, Lista: Encyclopedia Titanica.

domingo, abril 01, 2018

TITANIC 106 ANOS

EVENTOS ANTERIORES AO NAUFRÁGIO 
Vamos relembrar os fatos ocorridos com o navio da White Star Line, o RMS Titanic, afinal no mês de Abril, homenageamos o aniversário do naufrágio do maior navio do mundo até então construído em 1912.
No dia 10 de Junho de 1907, num jantar na mansão londrina de Lord Pirrie, sócio maioritário dos maiores estaleiros do mundo, Harland & Woolff, em Belfast, Irlanda e com a presença de Bruce Ismay, presidente da “White Star Line”, foi determinada a construção dos três maiores navios do mundo: O Olympic (ficou pronto em 1911), o  (em 1912) e o Gigantic que, após a tragédia do Titanic, alterou o seu nome para Britanic (construção foi concluída em 1914).
No dia 31 de Março de 1909, na carreira 3, nos estaleiros da Harland and Wolff, em Belfast, iniciava-se a construção do maior objecto móvel já construído pelo homem, um navio que o mundo jamais esqueceria - o RMS Titanic. Tendo o número 401 para a quilha, o número 390904 para o casco e o número de construção 131428, dava-se início a uma lenda, onde quase 4.000 operários dos 14.000 operários da H&W trabalhariam nessa lenda. O expediente era das 07h30min às 17h30min, de segunda a sexta-feira, contando também as manhãs de sábado.
Vinte e quatro meses depois, no dia 31 de Maio de 1911, assistido por milhares de convidados, o casco do RMS Titanic deslizava suavemente rumo ao seu elemento natural. Infelizmente durante o processo, morre um funcionário esmagado por uma tora de madeira que servia de suporte para o casco. Logo após o lançamento o casco é conduzido para acabamento no Thompson Dry Dock.
O trabalho de aparelhamento do Titanic é afectado por uma má notícia no dia 03 de Fevereiro de 1912. O RMS Olympic comandado pelo Capitão Smith, bate num banco de areia, a 639 km de Terra Nova, e perde uma hélice. Para que seja feito o conserto, o Titanic é transferido para Thompson Graving Dock. Os dois navios são vistos e fotografados juntos pela última vez.
Exercícios com botes salva-vidas são realizados no dia 25 de Março de 1912, movimentados pelos turcos para a posição de arreamento, arriados e içados. A tripulação da casa de máquinas já se encontra no navio. Quatro dias depois, 79 tripulantes são trazidos de Liverpool.
No dia 31 de Março de 1912, o Royal Mail Steamship Titanic está quase finalizado, faltam apenas retoques nas cabines de passageiros. Possui as mesmas dimensões do Olympic, mas, com o acréscimo de cabines e algumas alterações estruturais, torna-se mais pesado e agora é o maior navio do mundo. Após entregar o comando do Olympic, chega a Belfast o Capitão Smith. O Titanic está pronto. Os testes marítimos são marcados para o dia 1 de Abril de 1912. 
Em 1 de Abril, o Titanic está pronto junto à doca de Thompson, preparado para zarpar para as suas provas de mar. Ventos fortes adiam os testes marítimos para o dia seguinte. 

sábado, março 31, 2018

NOVIDADES TITANICFANS MARÇO

NOVIDADES DO TITANICFANS 
EM MARÇO FOI ASSIM 
Titanic na SIC - No dia 3 de Março a televisão portuguesa SIC passou Titanic no sábado de tarde.
Waking the Titanic - O mais recente documentário sobre o Titanic disponível no youtube.
A TRAGÉDIA DO BAQUET A tragédia do Titanic é conhecida como o início do fim da belle époque, mas existiu antes um drama nesta época de ouro, que fez o mundo repensar, e o melhor da humanidade ressurgiu. 
Titanic Memorabilia Estes são os objetos mais caros do Titanic que já foram vendidos em leilão.
"TO MAKING IT COUNT!" 

sábado, março 24, 2018

TITANIC MEMORABILIA

TITANIC MEMORABILIA 
Estes são os objetos mais caros do Titanic que já foram vendidos em leilão.
5. Relógio de bolso - 130 000 €
O relógio de bolso pertencia a um comissário de bordo do navio, chamado Edmund Stone. Ele era comissário de bordo da primeira classe e era o proprietário das chaves mestre das cabines da primeira classe. O relógio deixou de funcionar às 02:16, provavelmente o momento exato em que Edmund Stone caiu na água gelada do Oceano Atlântico. Quando foi vendido em 2008 por 130 000 €, este relógio estabeleceu um recorde por se o objeto mais caro do Titanic, mas, desde então, este recorde já foi quebrado.
Fonte da imagem: Alux
4. Casaco de pele - 210 000 €
O bonito e longo casaco de pele de castor pertencia à comissária de bordo Mabel Bennet. Ela vestia apenas uma camisa de noite quando o barco começou a afundar e o casaco foi-lhe dado para a proteger do frio enquanto esperava no bote salva-vidas para ser resgatada. O casaco foi vendido em leilão no início deste ano por 210 000 €, que foi o dobro do preço estimado! Era a única peça de roupa totalmente intacta que sobreviveu ao naufrágio do Titanic a ter sido oferecida para leilão. 
Fonte da imagem: HALDRIN
3. Plano do navio - 308 000 €
O plano do navio foi desenhado pelo departamento do arquiteto naval na White Star Line. É uma das peças mais importantes de memorabilia do Titanic por ter sido utilizado posteriormente para investigar o naufrágio do navio. As testemunhas utilizaram-no para identificar locais no navio e é possível ver notas escritas no mapa que indicam o ponto de embate com o icebergue. O desenho técnico tem 9,2 metros de comprimento e foi vendido em leilão por cerca de 308 000 €. 
Fonte da imagem: Chris Heaney 
2. Violino de Wallace Hartley - 1,5 milhões de euros 
No filme do Titanic, quando o navio começa a afundar, o violinista começa a tocar e a sua banda junta-se a ele. Isto parece um cenário demasiado romantizado de Hollywood, mas, na verdade, baseia-se num acontecimento verídico. Wallace Hartley começou a tocar “Nearer My God to Thee” nos fatídicos momentos finais. O seu violino sobreviveu, apesar de já não ser possível tocar com ele. A peça foi vendida em leilão por 1,5 milhões de euros.
1. Coleção de pulseiras de diamantes - 1,7 milhões de euros 
Lembra-se de ver no filme o maravilhoso colar que Rose usava no navio, que foi recuperado muitos anos mais tarde? No verdadeiro naufrágio, foi efetivamente encontrada muita joalharia pela equipa de expedição. E isto faz sentido, já que existiam muitas pessoas ricas e famosas a bordo do navio. Uma coleção de pulseiras de diamantes encontradas nos destroços do Titanic foi colocada para leilão e vendida pela astronómica quantia de 1,7 milhões de euros! A peça mais deslumbrante era uma pulseira de diamantes, gravada com o nome “Amy”.
Fonte da imagem: RMS Titanic INC.
Já passaram mais de 100 anos desde que ocorreu esta tragédia, mas as memórias vivem para sempre nos objetos que sobreviveram.

terça-feira, março 20, 2018

O TEATRO BAQUET

 A TRAGÉDIA DO BAQUET 
A tragédia do Titanic é conhecida como o início do fim da belle époque, mas existiu antes um drama nesta época de ouro, que fez o mundo repensar, e o melhor da humanidade ressurgiu. Há pouco tempo, em pesquisas, deparei-me com uma tragédia ocorrida na noite de 20 para 21 de Março de 1888 na cidade do Porto, Portugal, com pormenores que me fizeram pensar no Titanic e que, tal como este, fez nascer também em mim um elo de ligação: O incêndio do Teatro Baquet. 
"Sei que havia, numa rua bonita, um teatro chamado Baquet..." leva-nos esta frase ao passado para a Rua de Santo António (actual 31 de Janeiro), onde a 22 de Fevereiro de 1858 é colocada a primeira pedra de um grandioso teatro projectado por um alfaiate, seu primeiro proprietário, António Pereira. Em tempo recorde, menos de um ano, em 13 de Fevereiro de 1859 abriam-se as portas do Teatro Baquet com um faustoso e requintado baile de máscaras, cujo fundo musical esteve a cargo de uma orquestra pedida de empréstimo ao Teatro de S. João e dirigida pelo maestro Medina Paiva. A inauguração oficial decorreu em 16 de Julho, mas o falecimento da rainha D. Estefânia, no dia seguinte, e o luto nacional por oito dias que se seguiu obrigaram a que a segunda representação apenas ocorresse em 25 de Julho. Um infausto acontecimento que, segundo algumas vozes mais supersticiosas, teria marcado o próprio destino do Teatro Baquet. (a fazer lembrar os atrasos ocorridos com a viagem inaugural do Titanic.) 
Com a porta principal na Rua de Santo António e uma saída de serviço para Sá da Bandeira, o Baquet era um edifício excepcional: possuía uma fachada agradável, enriquecida com uma varanda em pedra, onde repousavam quatro estátuas, figurando, respectivamente, a Pintura, a Música, a Comédia e as Belas-Artes. (Ao ler este pormenor, veio-me à memória a excepcionalidade do Titanic e as suas quatro chaminés, assim como as suas estátuas do relógio a Honra e a Glória). 
O desenho da frontaria coube a Guilherme Correia e as pinturas da sala foram realizadas por João de Faria Teives. No interior, destacavam-se ainda os panos de boca, ornamentados com perspectivas do Porto, o grande lustre sobre a plateia, e grandes espelhos nos salões que conferiam um reflexo de luminosidade ornamentados com requintadas molduras. Mas o que, do ponto de vista arquitectónico, distinguia o Baquet de outros teatros era o facto de estar, por assim dizer, enterrado. A primeira das suas três fiadas de camarotes ficava ao nível da rua, e à plateia descia-se por duas escadarias laterais. Quando faleceu António Pereira, em 1869, a notoriedade do seu teatro já ultrapassara as fronteiras nacionais. Entre muitos outros nomes sonantes dos meios musicais de Oitocentos, apresentou-se aqui o célebre virtuoso espanhol do violino, Sarazate, que viria a ter no pianista português Viana da Mota um dos seus colaboradores regulares. E terá sido também no Baquet que, pela primeira vez, se representaram operetas interpretadas por companhias portuguesas.
Volvidos quase trinta anos, o Baquet ainda continua a orgulhar o país. 
Em 1887, Guilherme Gomes Fernandes, então comandante dos Bombeiros Voluntários do Porto, elabora um relatório da sua responsabilidade alertando a necessidade da realização de obras tendentes a criar condições de segurança no teatro, mas foi ignorado. Em consequência, no dia anterior ao desastre oficiou ao vereador do pelouro de incêndios o seu estudo, afirmando não se responsabilizar pelo que pudesse vir a acontecer. 
E é numa noite grandiosa, de brilho, que após o jantar se abate a tragédia. 
Era uma noite fria e ventosa, na Rua de Santo António os transeuntes, com abafos de inverno, dirigiam-se para a fachada iluminada do Teatro que anunciava um espectáculo único para essa noite - Os Dragões de Villars (opereta cómica) e a Gran Vía (zarzuela de Frederico Chueca e Joaquín Valverde, traduzida e adaptada por Guedes de Oliveira). A casa estava lotada, mais de 600 pessoas. Pessoas das mais proeminentes famílias abastadas da sociedade portuguesa, famosos da época e também anónimos e pobres. Entre os ilustres estava a famosa mulher homem da Granja do Tedo, uma lendária figura feminina que alimentou a maledicência da cidade antes de se transformar na respeitável esposa e mãe de uma conhecida família portuense, (uma espécie de Molly Brown), Ciríaco Cardoso, empresário do Teatro que era o seu orgulho, era também o maestro da orquestra. (um Bruce Ismay).
A Gran Vía reproduzia sobre o palco do Baquet um sátira política contra a demolição dos velhos quarteirões de Madrid em prol de uma nova e sofisticada artéria na cidade (analogia óbvia com a cidade de Lisboa que inaugurara a sua primeira avenida em 1886). Antes da passagem ao último quadro, o público, delirante, pedia mais um encore da última cena. O espectáculo já durava mais duas horas que o costume, a temperatura no interior estava elevadíssima, mas sem dúvida que aquela noite já tinha sido um êxito!
Nos bastidores, um actor que aguardava o momento de reentrar em cena reparou que o tecto fingido do cenário estava a arder. Gritou que descessem a bambolina e a grande tela do quadro seguinte voltou a desenrolar-se com um estrondo. Ninguém se apercebeu do que se estava a passar... apenas alguma agitação sob o cenário e um vago crepitar... O maestro apela à calma, que não existe motivo para o pânico.
Poucos segundos depois os ocupantes do camarote 24 situado mesmo por cima do palco dão-se conta do perigo e saem corredor fora largando um deles o grito «Fogo!». É então que a sala inteira acorda do encantamento da música e das luzes e deflagra o pânico! 
(Impossível não fazer analogia com o pânico do Titanic nas cenas seguintes).
A multidão em pânico e horrorizada, homens, mulheres e crianças correm pelas coxias sem esperar o alarme, saltam cadeiras, tropeçam, caiem. Muitos espectadores esbarram com quem sai das primeiras filas, acumulando-se no fim do estreito corredor para a Rua de Santo António. Aí vão sendo empurrados, esmagados e pisados por quem está atrás, numa onda de terror apertados e sufocados. Alguns quebram as janelas para arejar e poderem respirar. Gritos ecoam por toda a parte. Ouve-se um estalido de algo que se solta, e depois outro e mais outro, eram os cabos do grande lustre que baloiçando de um lado para o outro, solta-se finalmente e cai no fundo da plateia soltando uma enorme nuvem de estilhaços de vidro e chamas. (A fazer lembrar a queda da chaminé.) A multidão continua a tentar sair desesperada da grande sala. O tecto fragilizado pela queda do lustre abate-se sob a multidão, num enorme estrondo matando uma quantidade de pessoas que na plateia estavam presas entre o ferro do lustre. (Como o fim da grande escadaria). A fachada ameaçava ruir a todo o momento. 
Das varandas do edifício, vários espectadores lançaram-se à rua, quebrando braços e pernas em pancadas surdas. As chamas começavam a lamber os prédios vizinhos, obrigando os respectivos inquilinos a abandonar apressadamente as suas casas. Vários populares atravessaram as chamas para resgatar crianças e mulheres que ainda se encontravam no interior do teatro. Uma das saídas estava trancada, mas ninguém se lembrou disso, muitas vítimas para evitar o pânico na saída oficial do teatro, dirigiram-se para essa saída oposta, por corredores cheios de fumo e desesperadas tentaram arrombar a porta sem sucesso. Resolveram esperar mas o calor era cada vez mais intenso, ao ponto dos grandes espelhos do salão de recepção começarem a quebrar e a cair no chão. Percebendo isso, e aparecendo um homem em chamas, a multidão grita por socorro. O som de vidros que se quebram, gritos, estalos do edifício que quer quebrar, era esta a visão que alguns populares tinham de um miradouro e que assistiam em choro à tragédia daquela noite ao longe (como os sobreviventes em botes). Ciriaco Cardoso, o proprietário negligente (a fazer lembrar Bruce Ismay) estava a salvo e sem perceber ainda a situação real, comentou: "Estou perdido, estou arruinado, mas resta-me a consolação de que ninguém morreu!" Estava completamente equivocado! 
Alguém consegue desligar o gás, deixando ainda os poucos sobreviventes que lutam pela vida mergulhados nas trevas. (tal como no Titanic as luzes se apagam.) A multidão grita em pânico, a fachada do edifício dá um rugido, ouvem-se estalos e paredes que racham, e num enorme estrondo a fachada do grande teatro desmorona. (como a quebra do navio). As quatro estátuas símbolo do teatro, caiem impotentes ao seu final. As pessoas agarram-se onde podem ao que resta dos soalhos do edifício, a profundidade do teatro construído abaixo do chão, assustava qualquer um que se quisesse soltar. Mas a fragilidade da construção acaba por levar estes poucos espectadores para o abismo. Com o incêndio já praticamente extinto, os bombeiros voluntários que tinham chegado à Rua de Sá da Bandeira onde combateram as chamas, visto ser essa a entrada «oficial» do teatro, lembraram-se de ir acudir à porta de Santo António... onde atónitos confirmaram a existência de um autêntico mar de corpos carbonizados... poucos foram os resgatados dos escombros ainda com vida. (como no retorno dos botes para resgatar sobreviventes). Entre famosos, pessoas de proeminentes famílias do país e anónimos, algumas fontes indicam que mais de 170 pessoas morreram. É ainda a maior tragédia ocorrida num grande teatro europeu e das maiores no mundo.
O número de corpos não identificados era elevado, os jornais da época relatam o horror de pedaços de corpos nos escombros, uma cabeça desfeita, braços, pés... 
Foi decidido que se faria um funeral colectivo na noite de 23 de Março, no Cemitério de Agramonte, num jazigo monumental e comum, construído com bocados de escombros, ferros retorcidos dos camarotes e colunas chamuscadas.
Nos dias seguintes à tragédia, realizaram-se inúmeras iniciativas destinadas a recolher fundos para auxílio das famílias enlutadas. A mais importante foi, provavelmente, a Matinée da Imprensa Portuense, no Palácio de Cristal, a que assistiram a rainha D. Maria Pia e o infante D. Afonso. As orquestras do Baquet e do Teatro do Príncipe Real (hoje de Sá da Bandeira) actuaram em conjunto, e Bordalo Pinheiro associou-se ao evento dispondo-se a realizar "caricaturas instantâneas" de personalidades conhecidas. (após a tragédia do Titanic ocorreram eventos semelhantes)
Após a "matinée", D. Maria Pia percorreu durante quatro horas as casas dos parentes das vítimas, distribuindo generosamente libras de ouro. O líder do Partido republicano, Alves da Veiga, foi um dos visitados, não porque lhe tivesse morrido alguém, mas porque recolhera dois órfãos de um dos mortos do Baquet. João Chagas, que viria a colaborar com Alves da Veiga na intentona do 31 de Janeiro, acompanhou a visita e deixou-nos a descrição pormenorizada desse tocante "momento de conciliação de dois princípios", que reuniu num acto solidário a máxima representante da monarquia e o chefe da oposição republicana. 
Dias volvidos, o governador civil, o presidente da Câmara Municipal do Porto e o vereador do pelouro de incêndios abrem um inquérito para apurar responsabilidades (tal como no Titanic). A fazer fé nos depoimentos das testemunhas da tragédia, registados pela imprensa da época, a origem do fogo estaria na queda de uma gambiarra, que incendiou o pano de boca e o palco e logo se propagou a toda a sala, semeando o pânico e a morte entre os espectadores e o pessoal do teatro que não conseguiram alcançar as portas de saída e salvar-se. Tentaram culpar Guilherme Gomes Fernandes, então comandante dos Bombeiros Voluntários, mas este indignado, relembra os três acusadores do seu relatório em que alertou para uma tragédia daquela dimensão e que fora ignorado, passando de acusado a acusador. 
Como é que esta funesta gambiarra saiu do seu lugar e se deslocou tão depressa, desde o meio da sala até à boca do palco?
O Teatro Baquet passou assim à história, envolto numa capa de lenda, de mistério e de tristeza... imortalizando-se um palco de emoções, luxo e fantasia...
Segue a lista de vítimas do Teatro Baquet: 
Referências para o post: 
A partir da obra “A grande catástrofe do Teatro Baquet. Narrativa fidedigna do terrível incêndio ocorrido na noite de 20 para 21 de Março 1888”, de Jayme Filinto.
monumentosdesaparecidos.blogspot.com 
inbikta.blogspot.com
www.prof2000.pt

sábado, março 10, 2018

quinta-feira, março 01, 2018

TITANIC NA SIC

TITANIC DIA 3 DE MARÇO 
Este sábado à tarde a não perder Titanic na estação de televisão portuguesa SIC!

quarta-feira, fevereiro 28, 2018

NOVIDADES TITANICFANS FEVEREIRO

NOVIDADES DO TITANICFANS 
EM FEVEREIRO FOI ASSIM 
O Titanic em Belfast - No dia 3 de Fevereiro de 1912 o Titanic foi filmado.
Titanic Valentine's Day Titanic foi eleito o 2º filme no top 5 das longas metragens para se assistir no Dia de São Valentim.
Jantar Especial Leonardo DiCaprio e Kate Winslet ajudaram uma mulher com câncer graças a Titanic!
Billy Zane O Vilão Para Billy Zane não havia nada a fazer: a personagem de Leonardo DiCaprio nunca poderia ter subido para cima daquela porta no fim de "Titanic" para sobreviver.
"TO MAKING IT COUNT!" 

sábado, fevereiro 24, 2018

BILLY ZANE O VILÃO

20 ANOS DEPOIS 
Para Billy Zane não havia nada a fazer: a personagem de Leonardo DiCaprio nunca poderia ter subido para cima daquela porta no fim de "Titanic" para sobreviver.
Com os festejos do 20º aniversário de "Titanic" (1997) regressou o debate habitual sobre o controverso momento em que Jack Dawson (Leonardo DiCaprio) se sacrifica para que Rose DeWitt-Bukater (Kate Winslet) fique em cima de parte de uma porta de madeira em alto-mar até ser salva pelo único salva-vidas que procura sobreviventes.
Não havia espaço para os dois? Experiências científicas como a do programa de Discovery Channel "Mythbusters" chegaram à conclusão que sim, a porta tinha espaço e aguentava com o peso dos dois amantes.
Até Kate Winslet, alvo das piadas por supostamente não querer encolher-se para salvar o amado, disse ao apresentador Jimmy Kimmel há dois anos que Jack "podia ter cabido naquele bocado da porta."
No entanto, o desfecho trágico acaba de ser defendido por Billy Zane, que acha que o que aconteceu é "simplesmente uma boa história".
"O herói tinha de morrer. Não sei o que mais podia ser. Tinha de acontecer", riu-se durante uma conversa com a Entertainment Weekly.
O intérprete de Cal Hockley, o arrogante noivo de Rose que acabava por ser o vilão do filme, está em sintonia com o realizador James Cameron, que arrasou desta forma todas as teorias científicas em 2012: "Vou telefonar ao William Shakespeare e perguntar por que razão Romeu e Julieta tinham de morrer".
Já em novembro de 2017, numa entrevista à Vanity Fair, desenvolveu mais a ideia de que o destino de Jack era inevitável: "Se ele tivesse vivido, o fim do filme teria sido inútil. O filme é sobre morte e separação, ele tinha de morrer. Portanto, se fosse isso ou a chaminé cair-lhe em cima, ele tinha de morrer. Chama-se a isso arte, as coisas acontecem por razões artísticas, não por razões físicas".
Notícia de mag.sapo.pt

domingo, fevereiro 18, 2018

JANTAR ESPECIAL

JANTAR AJUDA VÍTIMA DE CANCRO 
Leonardo DiCaprio e Kate Winslet ajudaram uma mulher com câncer graças a Titanic! Em uma entrevista ao programa de TV This Morning, Winselet contou que sua mãe teve uma experiência difícil com câncer nos ovários e que, por isso, ela ajudou uma outra mãe de 28 anos que teve o mesmo problema recentemente. Gemma Nuttall foi diagnosticada com a doença e seu médico disse que ela teria, no máximo, mais 12 meses de vida.
Quando Winslet ouviu sobre a história de Nutall, ela fez o que pôde para se juntar a DiCaprio e arrecadar fundos para que ela realizasse um tratamento diferenciado a Alemanha. O tratamento funcionou e Winselet falou sobre isso na entrevista:
Nós arrecadamos dinheiro e o tratamento funcionou e eu acho que isso que tem que ser destacado aqui: Coisas podem ser feitas mesmo com um diagnostico e um prognostico tão ruim. Eu pensei “não posso deixar isso acontecer. Minha mãe estava muito, muito mal e pensei que ela ficaria incrivelmente orgulhosa se eu pudesse fazer algo bom por outra pessoa, por uma outra jovem mãe.
A atriz que viveu Rose em Titanic ligou para DiCaprio e pediu ajuda para arquitetar uma forma de arrecadar dinheiro para ajudar Nutall. A ideia da atriz era fazer um jantar de gala para financiar os custos, mas o recém vencedor de Oscar deu uma ideia ainda melhor. Ele disse:
Vamos fazer uma parceria com a Leonardo DiCaprio Foundation e vamos leiloar um jantar com Jack e Rose!
Três jantares com o casal mais famoso do cinema foram leiloados e, ao todo, US$ 1,35 milhão foi arrecadado! Como a quantia ultrapassou o necessário para o tratamento, a receita foi dividida em três partes: uma para a Leonardo DiCaprio Foundation, uma para o tratamento de Nutall e o resto para a criação de uma nova fundação de caridade para prevenção do câncer.
Com isso eu consegui organizar uma nova fundação — da qual a Gemma vai me ajudar a construir e estará envolvida. Será uma fundação específica para ajudar indivíduos em situações iguais as dela. Então tanta coisa boa veio nesse momento!
Em jovemnerd.com.br

quarta-feira, fevereiro 14, 2018

TITANIC VALENTINE'S DAY

TITANIC VALENTINE'S DAY 
Titanic foi eleito o 2º filme no top 5 das longas metragens para se assistir no Dia de São Valentim. Apenas perdendo para The Notebook, Titanic ainda continua sendo uma boa escolha romântica para hoje. Já em 1998, neste mesmo dia o filme alcançou o seu maior volume de vendas de bilhetes de cinema enquanto esteve em exibição destronando Jurassic Park de 1993. O Museu Titanic Belfast celebrou o Valentine's Day dando um momento inesquecível aos casais que quisessem tomar chá numa das réplicas dos salões luxuosos do Titanic que se encontram no museu. 
Recuando até 1883, neste mesmo dia nascia em Cosham, Portsmouth, Hampshire, England, UK, o passageiro de 2ª classe Charles Valentine Clarke, filho de Harry Clarke e Jane Emma Hall Clarke. Foi-lhe dado o nome do meio Valentine por ter nascido no dia de São Valentim. Em 1912, para celebrarem o amor, o passageiro de 2ª classe John William Gill casou-se com Sarah Elizabeth Wilton Hodder em St. John the Evangelist, Clevedon, Somerset. Dois outros passageiros bastante nossos conhecidos, Lawrence Beesley e Eva Hart faleceram no dia de hoje. Mas a história mais marcante para este dia aconteceu com a passageira de 3ª classe Jennie Louise Hansen. Jennie embarcou com o seu esposo neste dia com destino à Europa no navio da Cunard RMS Campania. Antes de embarcar disse ao seu irmão Thomas que temia fazer a viagem, que tinha a sensação de que nunca voltaria com vida, e deixou claro qual o tipo de funeral que ela queria no caso do seu corpo ser recuperado do mar (Thomas levou isto em tom de piada). A sua viagem de volta seria no Titanic.

sábado, fevereiro 03, 2018

TITANIC EM BELFAST

O TITANIC EM BELFAST 
No dia 3 de Fevereiro de 1912 o Titanic foi filmado durante um de seus estágios de equipagem, onde ele entraria na doca seca para receber os hélices e mais trabalho ser feito em seu casco, como pintura.
Embora curto este é o único vídeo existente do Titanic antes de seu naufrágio. Nos meses seguintes ele seria completamente pintado, e em março receberia as janelas no convés A.

Créditos: Brirish Pathé

quarta-feira, janeiro 31, 2018

NOVIDADES TITANICFANS JANEIRO

NOVIDADES DO TITANICFANS 
EM JANEIRO FOI ASSIM 
Feliz Ano Novo 2018 - O TitanicFans deseja a todos os amigos, parceiros e visitantes um excelente 2018!
O Titanic Prometido O nosso já conhecido Clive Palmer, que herdou fortunas na Austrália com mineração, voltou a declarar no ano de 2017 (já o tinha feito em 2012), que gostaria de fazer uma réplica do que foi considerado o maior e melhor navio do mundo, chamado de Titanic II.
Costa Concordia 6 Anos Pelo menos 32 pessoas morreram na noite de sexta-feira 13 para 14 de Janeiro de 2012, em Itália, durante a evacuação de um cruzeiro que encalhou num banco de areia na ilha de Giglio,  no sul da região italiana da Toscânia.
O Titanic em Portugal Há vinte anos, "Titanic" já era um fenómeno no estrangeiro, quando chegou a Portugal.
The Irish Boy - Já se perguntou se o elenco e a equipa ainda ganham dinheiro com o filme de 1997?
"TO MAKING IT COUNT!" 

segunda-feira, janeiro 29, 2018

THE IRISH BOY

THE IRISH BOY 
Titanic é um dos filmes mais emblemáticos de todos os tempos. Dirigido por James Cameron e estrelado por Kate Winslet e Leonardo DiCaprio, é o único filme que garante suspiros e lágrimas, não importa quantas vezes assistimos. Mas já se perguntou se o elenco e a equipa ainda ganham dinheiro com o filme de 1997? Um pequeno membro do elenco, Reece Thompson, que desempenhou um pequeno papel conhecido como 'Irish Little Boy' quando ele tinha apenas cinco anos, revelou que ele ainda ganha dinheiro com o filme. No contexto, a sua cena comovedora, onde a sua mãe lê para ele e para o seu irmão uma história para dormir enquanto o quarto se afunda. Agora com 25 anos e a trabalhar como diretor de marketing digital no Utah, Thompson ainda recebe um cheque mensal pela sua aparição no Titanic entre US $ 100 e US $ 300 por mês.
Em entrevista ao Business Insider, Thompson revelou que não se lembra muito daquela experiência afirmando que a sua mãe foi quem na verdade o levou a conseguir o papel. "A minha mãe disse algo como: "Vamos fazer isto. Será espetacular. Mesmo que o filme seja um fracasso, podemos ver-te no filme". Claro, o filme acabou por ser um tremendo êxito, então não foi uma má decisão de sua parte, com certeza." Nos anos que se seguiram ao lançamento do filme, Thompson explica que os seus cheques mensais estavam em "poucos milhares de dólares", e haveria um aumento sempre que existisse uma nova versão de VHS ou DVD.
Se isto é quanto Thompson ganha pela sua aparição em apenas umas curtas cenas, imagine o quanto leva Kate Winslet e Leonardo DiCaprio.