sexta-feira, julho 10, 2015

PEÇA DO TITANIC

A PEÇA QUE FALTAVA 
NA HISTÓRIA DO TITANIC 
Uma placa de bronze e prata em homenagem ao Titanic, na qual o navio é reconhecido como “o maior, mais longo e melhor vapor flutuante já construído pelo homem”, acaba de ser encontrada na cidade de Granada, na Espanha, depois de passar mais de cem anos desaparecida. A peça tem, gravado, o apelido dado à embarcação: “A Rainha do Oceano”.
A placa recém-encontrada jamais esteve a bordo do navio. Segundo a Fundação Titanic na Espanha, o objeto foi vendido por um britânico a um negociante de arte em Barcelona há 12 anos. No entanto, o neto deste comerciante, Leo Lorenzo Sancho, interessado pela tragédia do Titanic, comprou a condecoração e a manteve na parede de sua casa. A relíquia só veio a público quando Lorenzo ofereceu a placa à Fundação Titanic, que organizava uma exposição sobre o navio em Granada. A instituição ficará com a relíquia durante a exposição, que se encerra em Janeiro de 2016.
Fundida em bronze e prata, a placa mede 28,5 centímetros por 37 e pesa 1,8 quilo. Na parte inferior, ela tem uma luz interna que ilumina uma pequena janela, na qual a imagem do Titanic aparece. O objeto ainda mantém sua lâmpada e sua fiação originais, o que significa que passou mais de cem anos guardada, sem ser utilizada.
Em 9 de Abril de 1912, o presidente da Royal Mail Steamship Union entregou ao Lord Williams James Pirrie — presidente dos estaleiros Harland and Wolff, onde foi construído o Titanic — esta placa, que agora está em exibição no Parque da Ciência de Granada, na exposição “Titanic — A reconstrução”. A cerimonia foi realizada na Câmara Municipal de Southampton, no Reino Unido, um dia antes da partida do navio do porto da cidade. Após o evento, que foi amplamente noticiado pela media na época, a condecoração foi levada para o escritório do presidente do estaleiro. A partir deste momento, nunca mais se teve notícias do objeto. Até que, doze anos atrás, um cidadão britânico ofereceu a placa a um negociante de arte em Barcelona, sem que nenhum dos dois soubesse de sua origem ou história, segundo a Fundação Titanic.
No entanto, Leo Lorenzo Sancho, neto do marchand e “fã” do Titanic, coincidentemente acompanhou o seu avô no dia da negociação. O jovem então se interessou pela placa “para decorar sua sala”, e terminou comprando o item, para a surpresa de seu avô. Poucos dias atrás, Lorenzo Sancho, hoje proprietário de uma loja de arte em Granada, ofereceu a peça à Fundação Titanic, que a transformou em uma das estrelas de sua exposição. Embora uma boa quantidade de dinheiro tenha sido oferecida ao proprietário, ele, por agora, não tem a intenção de vender a relíquia.

sábado, julho 04, 2015

HERÓI OU VILÃO?

J. BRUCE ISMAY 
PARTE I
Filmes sobre o naufrágio costumam mostrar J. Bruce Ismay – o presidente da White Star Line – como um homem covarde que abandonou o Titanic no primeiro bote salva-vidas a ser lançado no mar. A origem do mito pode ter sido outro acidente com navios da White Star, quando o próprio Ismay recusou-se a cooperar com William Randolph Hearst, um grande magnata da imprensa norte-americana. Depois do acidente com o Titanic, Hearst pode ter se aproveitado para acusar Ismay como forma de vingança. Muitos dos jornais ligados ao magnata o chamavam de J. Brute Ismay (um trocadilho com seu nome, o acusando de ser um animal irracional), o que contribuiu bastante para que a imagem de covarde fosse proliferada. Os especialistas consultados pela BBC afirmam que há vários relatos de sobreviventes que foram ajudados por Ismay, antes que ele pudesse colocar-se nos botes para salvar sua vida. Mesmo assim, a imprensa continuou acusando o presidente da White Star Line. Em 1913, ele se afastou da companhia. Falido, aposentou-se de suas atividades na década de 1920. Sua saúde começou a piorar na década de 1930, após um diagnóstico de diabetes. Sua situação piorou em 1936, quando precisou amputar parte de sua perna direita. J. Bruce Ismay faleceu em 17 de Outubro de 1937, de uma trombose cerebral, com 74 anos em Mayfair, Londres.