
TITANIC FANFICTION II 
TITANIC FANFICTION II
PESQUISADORES: Os restos. - Acertamos! - Sim! - Chegamos lá? - Alguém precisa ir buscar o Bob. Bob vai "amar" isso! - É mesmo. Olhe aquilo lá! - O que é? - Não sei! - É feita pelo homem. Há mais coisa vindo. - E é grande. - É a caldeira. - Quem diria. - Olhe só - É a caldeira! Sim é fantástico! - Peguei isso!
BALLARD: Obrigado. Não posso acreditar - Imagine só! - Quem diria - Ele existe. Cathy pegou o champanhe?
Houve uma explosão de alegria como criança gritando, pulando, muito pouco profissional. Era a emoção de estar no local onde aquela tragédia havia acontecido e ver o navio. Era muito todos perderam o controle. Emocionalmente todo mundo caiu numa grande depressão. Fizemos então um pequeno culto. Ficamos emocionados. Sentimo-nos melhor e ai notei o quanto o caso havia me afetado. Quando voltamos, por quatro meses não consegui falar no Titanic. Realmente não falaria dele com ninguém só queria me esconder.
NARRADOR: Mas no laboratório Woods Hole, Ballard logo reviveu a emoção da descoberta. Revendo imagens tomadas por câmeras de longo alcance, Ballard ficou impaciente para dar uma olhada mais de perto, ele estava confiante de que o submarino Alvin poderia alcançar o navio naufragado, e a marinha dos Estados Unidos concordou em patrocinar uma expedição.
Uma minuciosa câmera de TV serve como olho único de Jason Jr., um robô submarino desenvolvido para a marinha no laboratório de Ballard. Jason é ideal para explorar destroços submarino tomando imagem televisiva em lugares muito estreitos e perigosos para submarinos tripulados. Preparando-se para a expedição ao Titanic, Jason e seu operador Martin Baldwin, treinam intensamente. Jason funciona com quatro motores elétricos ele aventura-se ate cerca de 66 m de distancia do Alvin o submarino tripulado. Jason se parece muito com um cachorro preso a uma longa corrente, movendo-se ao comando de seu dono. Aqui no laboratório é fácil navegar, mas lá no fundo nos destroços do Titanic, numa escuridão completa será outra coisa, muitas vezes a única forma de visão de Martin será o olho eletrônico de Jason.
Cerca de onze meses após Ballard haver descoberto o local onde estava naufragado o Titanic ele volta a bordo do Atlantis II. Esta claro agora que ninguém conhecia a localização precisa do Titanic quando ele afundou. Esta confusão inicial explica porque foi tão difícil localizar os destroços, não há ponto de referencia, a costa da Nova Escócia esta a cerca de 650 km de distancia. O mar não aceita lapide ou monumento, apenas o conhecimento do que esta a 4.600 m abaixo da à este lugar uma identidade.
BALLARD: Quando se esta no mar ele é só uma coisa grande monstruosa sem dimensões definidas. Tem-se tendência a vaguear pelo oceano. Nunca sente que esta em algum lugar determinado e quando descobre o Titanic ele o fixa num ponto agora sabe-se onde se esta e o que aconteceu neste lugar. É assustador você que ver botes salva-vidas, pessoas na água que se poderia salvar, pois elas se afogaram aqui, a sua volta. Sim você as ouve. Você sente isso muito mesmo!
NARRADOR: O cinzento amanhecer do dia 15 de abril de 1912 revelou uma frota dispersa de barcos salva vidas. Centenas de corpos flutuavam nas águas circunvizinhas. os botes contiam apenas 705 sobreviventes. A bordo do transatlântico Carpathia, passageiros atônicos tiraram estas fotos, enquanto os sobreviventes eram resgatados. Com sua carga de passageiros dobrada o Carpathia navegou velozmente para Nova Iorque. Tudo estava quieto, calmo, em ordem, era cedo demais para explicar e tarde demais para chorar. Tragicamente rumores e confusão mantiveram a esperança viva, de que outras pessoas poderiam ter sido salvas por outros navios. Vagarosamente quando noticias radiofônicas fragmentadas e conflitantes foram chegando, o mundo começou a compreender o que havia acontecido durante a noite.
Em Londres, multidões silenciosas reuniam-se na frente dos escritórios da White Star Line. Aqui muitos dos passageiros do Titanic haviam comprado suas passagem, e aqui uma minoria privilegiada era declarada viva. Em Liverpool porto de base do Titanic, as ruas estavam repletas de familiares aturdidos e pesarosos que suplicavam por noticias e cambaleavam quanto elas chegavam. Em Nova Iorque rumores absurdos circulavam, um jornal noticiou que o Titanic ainda flutuava e que todos estavam salvos. Multidões ansiosas e incrédulas reuniam-se a frente das redações dos jornais e dos escritórios da White Star. O suspense e a incerteza aumentaram por quatro dias. Finalmente ao cair da tarde do dia dezoito de abril, o Carpathia chegou. Então quando a noite caiu segui-se uma visão desalentadora, que trouxe de volta o impacto total de que havia acontecido, no clarão dos flashes dos fotógrafos podia-se ver os sobreviventes que se alinhavam nas amuradas do Carpathia. No entanto enquanto milhares esperavam, o Carpathia descarregou em primeiro lugar os barcos salva vidas do Titanic.
Finalmente ver era crer, treze pequenos barcos, tudo que restava do maior transatlântico do mundo. No dia seguinte os sobreviventes havia-se dispersados. Aos frustrados camera-man dos jornais cinematográficos só restou filmar alegres rapazes, os jovens camareiros que faziam caretas e riam ainda que o resto do mundo chorasse.
Restava a tarefa de trazer os corpos, apenas cerca de 300 das 1.523 pessoas desaparecidas foram encontradas. Devido ao medo e a superstição muitos navios posteriormente evitaram aquelas águas por vários anos. Trazidos para a costa em Halifax os corpos de algumas vitimas foram reclamados e embarcados de volta para os seus lares, para outras a viagem inaugural do Titanic terminou aqui no Canadá, a poucos quilômetros da costa, no Atlântico Norte.
Hoje estes túmulos ainda são cuidados pela linha marítima que sucedeu aos proprietários do Titanic. O desastre é lembrado como uma grande batalha que mudou o curso da historia, mas qual era o significado de tudo isso. Na época ele causou apenas uma hesitação momentânea na marcha da tecnologia. No entanto de algum modo o Titanic fez as pessoas refletirem e elas continuam refletindo. A cada cinco anos o valente reduzido grupo dos sobreviventes do Titanic é convidado a assistir uma conversão na Sociedade Histórica Titanic. Hoje restam vivos apenas cerca de vinte e quatro sobreviventes conhecidos. No entanto o numero de pessoas interessadas no Titanic esta aumentando e esta fascinação alcançou um clima febril quando os restos do Titanic foram descobertos.