terça-feira, outubro 04, 2005

JOHN GEORG PHILLIPS
Como prometido no post do dia 1º de outubro, hoje vamos falar um pouco de Jack Phillips.
John Georg Phillips, conhecido como Jack, era chefe de rádio e, embora dividisse seu trabalho com um ajudante, era responsável pela M.G.Y.Phillips nascera no dia 11 de abril de 1887 em Farncombe, no condado de Surrey (Grã-Bretanha); portanto, festejara o aniversário de seus 25 anos no segundo dia de navegação naquela inesquecível viagem. Depois de estudar na escola de Godalming, começou a trabalhar como telegrafista em um navio de correio marítimo. Aos 19 anos conheceu o novo sistema de transmissão de informações descoberto por Gugliermo Marconi e, em Liverpool, decidiu procurar um curso de especialização em radiotelegrafia. Além de estudar os princípios da eletricidade e do magnetismo, procurou conhecer principalmente as novas teorias da propagação das ondas de rádio. Para ser capaz de reconhecer qualquer falha mecânica e saber efetuar consertos em situações de emergência, paralelamente aos estudos teóricos era preciso também praticar com diferentes tipos de aparelhos radiotelegráficos.
A especialização era completada com a aprendizagem dos regulamentos de navegação e das normas estabelecidas pela última convenção internacional do setor de radiocomunicações.
Por ter sido um aluno exemplar, e o que mais se destacou dentre todos, Phillips pôde embarcar nos navios que começavam a ser equipados com a moderna tecnologia de telecomunicação.
Obteve seu primeiro trabalho no Teutonic, da White Star Line; em seguida, embarcou no Lusitania, no Mauretania e no Campania, todos da Cunard Line; mais tarde, voltou a trabalhar para a White Star Line, a bordo do Oceanic, onde tornou-se amigo do jovem oficial James Moody.
Possivelmente para desfrutar da amizade dos companheiros do Oceanic, Phillips tenha preferido permanecer neste navio em vez de se mudar para aquela nova cidade flutuante, onde praticamente não conhecia ninguém e cujas enormes dimensões davam-lhe a estranha sensação de estar em um planeta desconhecido, sem possibilidade de comunicação, em um lugar onde ele não se sentia à vontade.

segunda-feira, outubro 03, 2005

FECHADOS
Muito se questiona sobre os passageiros que foram mantidos fechados atrás dos portões de suas classes e impedidos de subirem para os convés dos botes. Em Agosto de 1998 numa exploração como há muito ninguém fora desde 1912, mostrava os portões abertos. Mas não podemos negar os relatos de quem ali esteve e que por milagre e determinação sobreviveu. O passageiro de primeira classe Coronel Gracie afirma que já nos últimos instantes uma multidão não sabendo de onde surgiu de novo no convés, Olaus Abelseth da terceira classe relata que os portões estavam fechados e que muitos procuravam subir pelos guindastes do navio. Mas Daniel Buckley tem um testemunho mais convincente que se enquadra na foto.
- "Primeiro tentaram manter-nos no convés da 3ªclasse. Não queriam de maneira nenhuma que fossemos para a área de 1ªclasse. Quando um passageiro de 3ªclasse ia a passar por um portão, um tipo apareceu com uma pá a enxotá-lo para trás e empurrou-o para baixo para a 3ªclasse."