sexta-feira, setembro 30, 2005

O HOMEM VESTIDO DE MULHER
Durante muitos anos permaneceu o mistério de que um homem vestido de mulher embarcou num dos botes salva-vidas. O nome de quatro sobreviventes veio a lume nesta acusação. Um deles fora vítima de um jornalista a quem recusara uma entrevista, outro um político importante vítima de acusações de um opositor, outro ainda vítima da bisbilhotice da sociedade por ter deixado o Titanic antes da esposa. Contudo um nome ficou esquecido, Daniel Buckley, um jovem irlandês de 21 anos. Daniel assumiu livremente que embarcou no bote salva-vidas 13 escondendo-se por baixo dos acentos, uma senhora a bordo cobriu-lhe a cabeça com um xaile de forma a que se parecesse com uma mulher, Daniel sempre acreditou de forma errónia que se tratava de Madeleine Astor, não passava de um rapaz de terceira classe assustado que chorava... Faleceu em 1918 ao serviço da Primeira Guerra Mundial.
Contudo aqui fica uma carta tornada pública e editada no livro A Night to Remember de Walter Lord (públicado pela editora portuguesa Editorial Presença com o título A Tragédia do Titanic).
"Caro......... : Tenho na minha frente a informação de que tentaste forçar a entrada num dos salva-vidas... e de que quando foste mandado para trás pelo Major Butt, passaste pela multidão, desapareceste, e que passados momentos foste visto a sair do camarote vestido com roupas de mulher, reconhecidas por serem peças de vestuário que a tua mulher tinha utilizado durante a viagem.
Não consigo perceber como podes andar de cabeça levantada e considerar-te um homem entre homens, sabendo que tudo o que te sai da boca é mentira. Se a tua consciência te pesar depois de leres esta carta, o melhor é contares a verdade. Não há nada mais verdadeiro do que o velho ditado, «Confessar faz bem à alma».
Teu dedicado, ...................."

quinta-feira, setembro 29, 2005

RELATO REVELA ÚLTIMOS MOMENTOS DO TITANIC
A popa do Titanic ficou apontada para o céu estrelado por quase dois minutos antes de afundar vagarosamente rumo às profundezas do oceano, afirma um relato dramático sobre os últimos momentos do luxuoso cruzeiro. "Ouvimos um retumbar e um choque de dentro do navio, como o som de um trovão distante", escreveu o segundo oficial Charles Lightoller, o membro da tripulação com patente mais alta a sobreviver ao desastre de 1912.
"Eram exatamente 2h quando o navio atingiu uma perpendicular perfeita e ficou nessa posição por um período de cerca de dois minutos, com sua popa apontando para cima, em um espetáculo incrível", escreveu. "Depois, primeiro vagarosamente, e logo com velocidade cada vez maior, o navio escorregou para debaixo das águas".
O relatório de 17 páginas, que teve alguns trechos publicados por jornais hoje, foi leiloado pela casa Sotheby's (de Londres, Grã-Bretanha) no dia 2 de dezembro de 2003, junto com outros objetos relacionados com o Titanic. Mais de 1,5 mil pessoas morreram no naufrágio da embarcação, que atingiu um iceberg e afundou em abril de 1912.
Lightoller descreve a "água verde e fria que se arrastava assombrosamente escada acima" depois de o navio ter atingido o iceberg durante sua viagem inaugural. Uma autoridade entregou-lhe um revólver quando o navio começou a afundar e lhe disse: "Você pode precisar disso". Lightoller afirmou ter usado a arma para obrigar alguns homens a saírem de um bote salva-vidas no qual colocou mulheres e crianças.
O segundo oficial conta ter ficado a bordo do navio mesmo quando ele já se inclinava bastante. "Quase todo mundo começou a instintivamente subir rumo à popa, que ainda estava fora da água".
Ele descreve como a água varria os corpos no deck do navio superior e como decidiu pular na água, usando apenas um suéter sobre seu pijama. "Estava afundando rapidamente quando uma enorme bolha de ar quente saiu de uma das chaminés e me levou para a superfície", disse ele no texto.
Lightoller viu o Titanic afundar enquanto se segurava em um dos destroços da embarcação. O segundo oficial foi à última pessoa a ser resgatada e se tornou uma importante testemunha na investigação do acidente. Nascido em Lancashire, no noroeste da Inglaterra, em 1874, Lightoller tomou seu primeiro navio aos 13 anos e sobreviveu a quatro outros naufrágios.