sexta-feira, julho 27, 2012

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EVA CHARBO E O TITANIC
Em 30 de Dezembro de 1979, em entrevista ao programa Fantástico da Globo, uma suposta sobrevivente do Titanic relata como escapou ao naufrágio na época com a idade de apenas 14 anos. Esse vídeo, em anos mais recentes, voltou a circular pela web gerando questões e polémicas. O TitanicFans recebeu um comentário sobre a dita sobrevivente e resolveu criar um post sobre o assunto. Está mais que comprovado que esta senhora, já falecida, jamais esteve a bordo com a sua mãe no Titanic. Em análise ao vídeo vejamos porque este depoimento se trata de uma farsa comprovada. 
1 - Não consta da lista de passageiros e tripulantes do Titanic ninguém com o nome Eva Charbo com 14 anos de nacionalidade espanhola, registada no Brasil que se fizesse acompanhar de sua mãe.
2 - As únicas sobreviventes do sexo feminino com 14 anos são:
Adele Nasser (née Achem)
Jamila Nicola-Yarred ("Amelia Garrett")
3 - Na reportagem, Eva Charbo refere que o seu aniversário seria no dia seguinte ao dia 14 de Abril de 1912 como escrito no papel de jornal. De acordo com a lista dos passageiros com idades compreendidas entre os 13 e 15 anos apenas se registam como sobreviventes do sexo feminino com 13 anos:
Lucile Polk Carter
Madeleine Violet Mellinger 
E como sobreviventes do sexo feminino com 15 anos:
Adele "Jane" Najib Kiamie
Banoura Ayoub Daher
Edith Eileen Brown
Selini "Celiney" Yazbeck (née Alexander) 
4 - Eva é mencionada como brasileira de registo mas espanhola de nascença. Não existem registos de nenhum brasileiro a bordo do Titanic, apenas 4 portugueses, 3 em terceira-classe, e um em segunda-classe com destino a São Paulo, todos eles do sexo masculino. Constam 8 espanhóis no Titanic todos de idade adulta. 
5 - Não se tem notícias de um navio pescador de bacalhau que tenha resgatado sobreviventes. O único navio próximo ao local do naufrágio e que fugiu e ainda é um mistério, era o Samson, um navio pescador de focas.
6 - Nenhum dos sobreviventes foi resgatado por algum navio direto na água, todos já estavam nos botes salva-vidas quando o Carpathia chegou. Seria de todo impossível que alguém sobrevivesse tanto tempo na água gelada, sendo que o Carpathia foi o primeiro que chegou ao local. Se por um momento isto fosse verdade, porque foram apenas as duas, mãe e filha, as únicas pessoas salvas pelo navio misterioso que referem? Mais ninguém viu esse navio?
7 - Nenhum sobrevivente relata em algum momento se lembrar de uma menina bailarina que animasse as festas do Titanic.
8 - Estranhamente Eva Charbo e a mãe não tinham coletes salva-vidas, e Eva ofereceu o seu para sua mãe quando esta saiu do camarote. Todos os camarotes, mesmo os de terceira-classe dispunham de coletes salva-vidas. A mesma indica que colocavam as mulheres nos botes, mas tanto ela como a mãe se atiraram na água.
9 - Eva Charbo viu o comandante ir para o fundo com o Titanic. Não se sabe ao certo o que aconteceu com o comandante. Um sobrevivente disse que ele se suicidara com um tiro na cabeça antes do navio ir ao fundo, outro disse que o viu na ponte de comando antes do fim, mas alguém que passou por lá pouco depois diz não ter visto ninguém na ponte, teve também quem dissesse que ele retirou um bebé das águas o colocou em um bote e se afastou, outros que o viram perto do bote virado B mas que nem sequer tentou subir para cima, apenas disse «Bons rapazes. Amigos.» e se afastou. Como foi que Eva Charbo viu o fim do comandante se ela estava nadando ocupada com a mãe que não sabia nadar?
10 - Numa breve pesquisa na internet, nada mais se encontra sobre Eva Charbo no Titanic, excepto esta notícia do Fantástico, a única sobre o assunto, tudo o resto são chats sobre esta entrevista. O que levanta muitas dúvidas sobre a veracidade da entrevista especulando-se que a mesma tenha sido forjada pela Globo. A entrevista a esta senhora idosa é muito breve e muito vaga, sem grandes detalhes que evidencie ser sobre o Titanic. Nem se coloca em causa se esteve ou não a bordo.
No final da peça, é referido que esta velhinha sobrevivente vive os seus últimos dias numa casa de retiro para artistas. Isto lembra a célebre cena no filme Titanic de James Cameron em que Lewis Bodine, membro da expedição do Titanic, quando Rose está para chegar de helicóptero afirma a Brock Lovett: "É uma mentirosa! Uma louca à procura de dinheiro ou publicidade e sabe Deus o quê. Como aquela russa, a Anastasia. É uma mentirosa bem velhinha (...) esteve a trabalhar como atriz. Atriz, eis a primeira pista." 
Em 1979 havia informação suficiente para se saber que o Titanic, que afundou na noite de 14 para 15 de Abril de 1912, não tinha ninguém de nome Eva Charbo nascida no Brasil na lista de passageiros, e que o único navio de resgate foi o Carpathia. É necessária a resposta à seguinte questão: - Como a equipe do Fantástico, com os meios disponíveis pela Globo na época, achou Eva Charbo? A história de Cameron consegue enganar melhor que esta produzida pela Globo.

domingo, julho 22, 2012

 OBJECTOS DESCONHECIDOS A BORDO DO TITANIC 
Várias pessoas conhecem itens famosos que estavam a bordo do navio, alguns inclusive retratados no filme de 1997, “Titanic”, incluindo o automóvel Renault que deveria ser enviado para os Estados pelo seu proprietário, William Carter, e as supostas pinturas caras que a personagem Rose Bukater carregava com ela.
Embora no filme as pinturas fossem de impressionistas franceses e do famoso Picasso, os verdadeiros tesouros perdidos quando o navio afundou foram outros como uma pintura a óleo de Blondel, “La Circasienne Au Bain”, reclamada pelo seguro ou a cópia do poema Rubáiyát feito com 1051 pedras semi-preciosas e folheado a ouro de 18 quilates, colorido com 5000 peças e ornamentos em ouro de 22 quilates.
Indemnizações de seguros documentam ainda mais itens perdidos. Aqui ficam dez dos objectos menos conhecidos que afundaram com o Titanic naquela noite fatídica, junto com algumas histórias interessantes das pessoas associadas a eles: 
1 - Peles de Coelho 
O navio possuía três caixas de pele de coelho levadas para a companhia The Broadway Trust, de New Jersey. As peles de coelho eram usadas na época para alinhar roupas e casacos para crianças.
A companhia Broadway Trust foi um banco que funcionou até pouco depois do início da Grande Depressão, quando muitos pequenos bancos fecharam suas portas. Sua história traz um pouco de má sorte. Em 5 de Outubro de 1920, o mensageiro da Broadway Trust, David S. Paul, desapareceu misteriosamente enquanto carregava dezenas de milhares de dólares em dinheiro e títulos. Seu corpo foi encontrado em 16 de Outubro. Ele havia sido sequestrado, assassinado e roubado por dois conhecidos, Frank J. James e Raymond Schuck, que foram julgados e condenados por seu assassinato, e executados na cadeira eléctrica em New Jersey, em 30 de Agosto de 1921. 
2 - Ópio
A bordo do Titanic estavam quatro caixas de ópio. Também a bordo estava John Jacob Astor IV, o bisneto de John Jacob Astor, cuja fortuna foi feita em cima do ópio, do comércio de peles e do sector imobiliário.
Nem ópio, nem Astor chegariam a New York. Apenas sete anos antes do naufrágio do Titanic, o Congresso dos EUA tinha proibido o ópio, que ainda era amplamente utilizado em todos os tipos de medicamentos e misturas. Um ano depois, o Congresso dos EUA aprovou a Lei de Alimentos e Medicamentos Puros, exigindo rotulagem do conteúdo dos medicamentos pelas empresas farmacêuticas. Como resultado, a disponibilidade de opiáceos diminuiu significativamente.
Em 1909, a primeira proibição de drogas federal foi aprovada pelo Congresso, proibindo a importação de ópio. Por alguma razão, o ópio ainda estava sendo enviado para os EUA em 1912, quando o Titanic afundou. Dois anos mais tarde, em 1914, o Congresso aprovou a Lei de Narcóticos Harrison, que tentou conter o vício de drogas (especialmente cocaína e heroína), exigindo que médicos, farmacêuticos e outros que prescreviam drogas se registassem e pagassem impostos. 
3 - O Cão Chow
Outro passageiro de primeira classe do navio era Harry Anderson, um corretor da bolsa de New York, que estava voltando para a América depois de uma visita à Inglaterra. Ele era casado e morava em Nova York com sua esposa, que não tinha feito a viagem à Europa com ele.
Aparentemente, no entanto, ele tinha companhia: um cão de estimação. Anderson sobreviveu ao naufrágio, escapando no bote salva-vidas de número 3. Seu cão, no entanto, afundou juntamente com 8 dos 12 outros cães que estavam no Titanic. Mais tarde, Anderson reivindicou um seguro pela perda de seu cão Chow. 
4 - Retrato Assinado por Garibaldi
Emilio Giuseppe Ilario Portaluppi foi um dos sobreviventes mais interessantes do naufrágio do Titanic. Ele era um passageiro de segunda classe com destino a Milford, New Hampshire, depois de uma visita à Itália, país de seu nascimento.
Ele afirma que foi despertado pela força do navio batendo no icebergue, e inicialmente pensou que o navio tinha atracado em New York. Ele logo percebeu que algo estava errado, colocou um colete salva-vidas, e foi para o convés. Ele afirma que escorregou ou tropeçou ao tentar saltar em um bote salva-vidas e mergulhou na água. Outros afirmam que ele saltou para o mar.
Ele foi um dos afortunados (dentre quatro pessoas) que foram resgatados pelo único salva-vidas que voltou na busca de vítimas após o Titanic afundar. Dizem que Emilio se segurou num pedaço de gelo e flutuou até ser resgatado.
Depois que ele foi salvo e voltou para os EUA, apresentou uma reivindicação de seguro pela perda de uma foto do ídolo nacional italiano Giuseppe Garibaldi, assinado por Garibaldi. Esta afirmação parece quase tão fantástica quanto a sua sobrevivência agarrado a um pedaço de gelo. 
5 - Anotações de Faculdade 
Não se sabe muito sobre o jovem passageiro de segunda classe Sidney Clarence Stuart Collett. Ele parece ter sido um estudante de Teologia, a caminho da Inglaterra para encontrar os pais em New York.
Dizem que o jovem participou de um dos eventos mais memoráveis pouco antes do naufrágio. Collett estava ajudando o reverendo Carter na noite de domingo a realizar uma missa no Titanic. O culto foi realizado na noite de 14 de Abril de 1912, no salão de jantar de segunda classe, e foi assistido por cerca de 100 passageiros.
No encerramento do evento, o reverendo Carter observou que o navio estava invulgarmente estável e como todos estavam ansiosos para sua chegada em New York.
Depois que o navio bateu no icebergue, tudo o que se sabe é que Collett ajudou duas mulheres a pegar o bote salva-vidas. Conforme as mulheres estavam prestes a entrar no bote, Collett explicou à tripulação que elas foram confiadas aos seus cuidados. Collett teve permissão para se juntar a elas no bote salva-vidas número 9 e foi salvo.
Ao chegar nos EUA, Collet supostamente encontrou seu irmão, e a primeira coisa que fez foi lhe dar uma pequena Bíblia. Aparentemente, seu irmão tinha dado a Bíblia a Collett antes de partir para a Inglaterra, dizendo que ele deveria devolvê-la na próxima vez que se encontrassem.
Collet, então, fez uma reivindicação de seguro pela perda de anotações escritas à mão sobre aulas de faculdade de um curso de 2 anos. 
6 - Gaita de Foles 
O irlandês Eugene Patrick Daly, de 29 anos, era um passageiro de terceira classe para New York. Quando ele embarcou, estava com uma gaita de foles irlandesa, instrumento tradicional do país, e diz-se que tocou “Lament Erin” para seus companheiros. Mais tarde, Daly accionou o seguro pela perda do instrumento. Décadas mais tarde, um conjunto de gaitas de foles, possivelmente pertencentes a Daly, foi recuperado no local do naufrágio.
À medida que o Titanic estava afundando, Daly foi um dos afortunados passageiros da terceira classe que conseguiu chegar do fundo do navio ao convés. Com ele, na época, estavam duas mulheres, Maggie Daly e Bertha Mulvihill. Ele as ajudou a bordo do bote número 15 e foi deixado para trás.
Daly relatou um dos momentos mais dramáticos a bordo do navio pouco antes de afundar: “Um oficial apontou um revólver e disse que se qualquer homem tentasse entrar nos botes, iria matá-lo no local. Eu o vi atirar e matar dois homens porque eles tentaram entrar no barco. Depois houve um outro tiro, e eu vi o oficial deitado no convés. Me disseram que ele atirou em si mesmo, mas eu não vi”.
Daly saltou para a água com apenas o casaco pesado que tinha para mantê-lo quente o suficiente para sobreviver na água gelada. De alguma forma, ele conseguiu chegar a um barco, e foi salvo. Mais tarde, ele alegou que sempre levava o mesmo casaco quando viajava, por sorte. 
7 - Máquina de Marmelada 
Marmelada é um creme feito a partir do suco e das cascas de frutas cítricas, fervida com açúcar e água. Ela pode ser feita de limões, limas ou outras frutas. É muitas vezes descrita como geleia.
E o que é uma máquina de marmelada? E porque sua proprietária, Edwina Trout, estava carregando este objecto estranho da Europa para a América a bordo do Titanic?
Acontece que uma máquina de marmelada de 1912 era um dispositivo usado para cortar e descascar as fatias de cítricos na forma, tamanho e textura adequadas para fazer uma marmelada perfeita.
Edwina “Winnie” Celia Troutt tinha 27 anos e viajava de volta para a América após uma visita à Inglaterra, onde ajudou sua irmã a dar à luz ao seu filho. Ela embarcou no Titanic como uma passageira de segunda classe. Quando o navio bateu no iceberg, ela deixou a sua cabine para investigar e foi informada do destino do navio.
Ela também viu a equipe preparar os salva-vidas. Ela voltou para contar às suas companheiras de cabine, mas só encontrou uma. Então, vestiu o casaco mais pesado que tinha contra o frio, e incentivou a sua companheira de quarto a se apressar, a certa altura atirou com o corset da mulher na água, dizendo a ela que não havia tempo para isso.
Winnie estava no bote salva-vidas número 16, esperando para ser salva, quando um homem veio até ela lhe implorando para salvar oseu filho. Winnie levou a criança, além de uma escova de dentes e uma Bíblia. Ela não carregou sua máquina de marmelada e mais tarde entrou com uma reclamação pelo bem perdido. 
8 - Uma Caixa de Filmes 
No manifesto de Titanic está listada “uma caixa de filmes” para a empresa New York Motion Picture. Como era o caso com automóveis, equipamentos eletrônicos e fonógrafos, imagens em movimento estavam tornando-se imensamente populares no início de 1900.
The New York Motion Picture era uma das muitas companhias cinematográficas pequenas na área de New York e Costa Leste dos EUA (antes da indústria do cinema mudar-se para Hollywood). A empresa foi formada em 1909, e estava operando até cerca de 1914. Era propriedade de dois homens, um dos quais, Charles O. Baumann, liderou várias empresas bem sucedidas de imagens em movimento, mais notavelmente a Keystone Film Company.
A vida curta da New York Motion Picture lançou filmes sob as marcas Broncho (para filmes do estilo western), Domino (para comédias) e Kay-Bee (para dramas). Não se sabe qual o tipo de filme estava sendo enviado para Nova York a bordo do Titanic
9 - Perfumes 
Um dos passageiros de primeira classe a bordo do Titanic era um fabricante de perfume da Inglaterra, chamado Adolphe Saalfeld. Ele carregava consigo uma bolsa de couro, na qual tinha 65 frascos de perfumes diferentes.
Como o comércio de perfumes em Nova York e na América estava crescendo no momento, ele viajou com amostras de seu perfume para tentar seduzir potenciais compradores. Ele alegou estar na sala de fumo do Titanic quando viu o icebergue e o navio bater. Foi para o seu quarto, mas deixou para trás a mochila contendo as amostras de seus perfumes.
A mochila e os frascos afundaram com o navio e lá permaneceram por 89 anos até 2001, quando foram descobertos pelos membros de uma equipe de busca. Quando trouxeram a bolsa para a superfície, a equipe ficou encantada com o aroma de lavanda e rosas do perfume. Alguns dos frascos tinham quebrado, mas a maioria estava surpreendentemente intacta.
Planos foram imediatamente feitos para decifrar as impressões digitais químicas destas fragrâncias perdidas há muito tempo, na esperança de reproduzi-las hoje. Saalfeld sobreviveu a bordo do barco salva-vidas número 3.
10 - "Karain: A Memory"
Na sala de correspondência do Titanic estava um pacote contendo o manuscrito de “Karain: A Memory”, escrito pelo famoso autor Joseph Conrad.
“Karain: A Memory” era um precursor de outro livro de Conrad, “Lord Jim”. Ele foi escrito em 1897, e publicado mais tarde no mesmo ano. Conrad estava enviando o manuscrito a John Quinn, em Nova York, um advogado irlandês-americano que, por um tempo, foi uma figura importante no pós-impressionismo e modernismo literário, e coletor, em especial, de manuscritos originais. Este manuscrito, entretanto, nunca chegou a ele. 
Todos estes objectos perdidos no tempo apenas ajudam a manter viva a lenda do Titanic e as pessoas que nele viajaram.
Baseado no site hypescience.com

domingo, julho 15, 2012

 CONSTRUÇÃO DO TITANIC II A CAMINHO 
O bilionário australiano, o professor Clive Palmer anunciou recentemente que a construção da sua réplica moderna do RMS Titanic terá início ainda este ano, e está prevista a sua viagem inaugural em 2016.
Em Abril de 2012, o presidente da Blue Star Line (o RMS Titanic era da White Star Line) anunciou ao mundo a sua intenção de construir e lançar o Titanic II com construtores navais chineses do Estaleiro CSC Jinling. Quase 100 anos após o navio original se ter afundado, Palmer revelou planos para desenvolver uma réplica do transatlântico como homenagem ao "povo heróico" que trabalhou no primeiro navio, bem como os passageiros a bordo.
O projeto continua a ganhar impulso com um recente anúncio de que a Deltamarin, uma empresa mundial de arquitectos e engenharia naval, foi contratada para ajudar com o navio de passageiros.
Fundada em 1990 por um grupo de arquitetos navais e engenheiros, a Deltamarin é especializada em design, consultoria, engenharia e supervisão de projectos no conceito de desenvolvimento e estudos na área naval. Oferecem serviços nas indústrias navais e offshore em todo o mundo.
A empresa finlandesa irá rever o projecto para garantir que o navio é compatível a nível de segurança, construção e regulamentos de navegação em vigor. O trabalho prestado pela Deltamarin permitirá ao estaleiro chinês iniciar a construção ainda este ano.
Segundo Palmer, a Blue Star Line foi praticamente esmagada com os incentivos internacionais para o projeto.
"Mais de 20.000 pessoas se cadastraram no site Blue Star Line expressando interesse em receber as nossas atualizações regulares ou solicitando informações sobre como anteciparem já as suas reservas para a viagem inaugural do Titanic II", afirmou Palmer.
Em um comunicado à imprensa em Junho de 2012, Palmer reafirmou a data de lançamento para 2016 e a intenção do Titanic II navegar a partir da China para a Inglaterra antes da sua viagem inaugural de passageiros por forma a refazer o seu percurso original.
"O Titanic II vai ser regular na sua rota transatlântica entre o Reino Unido e os EUA", disse Palmer.
Embora o navio seja uma réplica com as mesmas dimensões que o seu antecessor, com 840 quartos e nove decks, este será "mais eficiente", cujas mudanças incluirão um bolbo de proa para maior eficiência do combustível em navios de geração diesel e propulsores de proa para maior capacidade de manobra. 
Caso queira saber mais sobre o conceito "Titanic 2" clique aqui

domingo, julho 08, 2012

AS CRIANÇAS DO TITANIC

 COM QUE BRINCAVAM AS CRIANÇAS NO TITANIC? 
Esta é uma questão que há muito tempo tenho em mente: que atividades de lazer as crianças a bordo do Titanic poderiam exercer? Provavelmente faziam as mesmas coisas que os seus pais faziam a bordo, como uma forma de se integrarem na sociedade da qual um dia tomariam partido, pois praticamente tudo estava voltado para o mundo dos adultos no Titanic. Das 127 crianças a bordo do Titanic compreendidas entre os 2 meses de vida e os 14 anos de idade, apenas se salvaram 63, pouco menos de metade... Mas as crianças nem sempre estiveram esquecidas nesta viagem. Desde bonecas de porcelana, a ursos de peluche, a bonecas de pano nas classes mais pobres e bolas simples, as crianças de primeira, segunda e terceira classe como imaginativas que as crianças são, não deixaram de se divertir com aquilo que lhes era permitido. É certo que comer, tomar banho e prepararem-se para dormir a sesta tomaria boa parte do tempo das crianças naquele tempo, mas existem vários registos em todas as classes do que os mais novos a bordo faziam. 
Douglas e o seu peão
Em 11 de Abril de 1912 o Padre Browne fotografou o pequeno Robert Douglas Spedden, de cinco anos, jogando no convés enquanto lançava o seu pequeno peão (cena reproduzida também no filme de James Cameron). Spedden tinha também outros divertimentos, tinha consigo um pequeno urso de pelúcia a quem chamou Polar, seu amigo inseparável (saiba mais aqui), e para se divertir, Douglas Spedden ficava no cimo da entrada para a grande escadaria, e simplesmente largava o seu pequeno urso pelo fosso das escadas, vendo-o cair os cinco conveses abaixo até ao deque E, depois descia rapidamente os cinco andares para ir buscar o seu urso, voltava a subir até ao convés A e repetia a façanha de novo!  
O urso Polar aos pés de Douglas

O pequeno Washington Dodge Jr, de 4 anos, contou nos seus relatos que passava os dias a brincar com berlindes (bolinha de gude) de argila no camarote dos seus pais (leia mais aqui), este seu brinquedo já foi resgatado das profundezas dos destroços. Além destas atividades, o Verandah Cafe de estibordo do Titanic foi transformado numa sala de brinquedos, onde crianças como o pequeno Douglas Spedden, Trevor e Lorraine Allison brincavam com outras durante o dia. Por lá poderiam fazer pinturas, brincar com argila e fazer bonecos, ou simplesmente para as meninas brincarem com as suas bonecas, como se recordava o padre Browne. 
O ginásio a cargo do instrutor T.W. McCawley, que gostava particularmente de crianças, estava reservado para os mais novos todos os dias entre as 13h00 e as 15h00 para se divertirem no cavalo e camelo mecânicos, nas bicicletas ou no equipamento de remo. E no convés dos botes poderiam divertir-se com o jogo de argolas ou o shuffleboard, jogar bowling, futebol entre outros. Tinham também o desfile dos cães dos passageiros ricos todos os dias de manhã e à noite, ou então assistir a um concerto dado pela banda no grande salão, ou com a supervisão dos pais se divertirem na piscina ou na sala de squash. 
Annie e o seu pai
Pela segunda-classe, a Sra Selina Rogers recordava-se de algumas crianças jogarem um jogo chamado "corrida de cavalos" no convés. Annie Jessie Harper de seis anos, mais conhecida por "Nina", preferia passear com o seu pai o Rev. John Harper pelo convés. Nina viajava com seu pai e sua tia solteira Jessie Wills Leitch (saiba mais aqui). Certa vez, Nina conheceu a pequena passageira de sete anos de idade, Eva Hart, que viajava com os seus pais. Eva tinha um urso de peluche e uma boneca que tinha ganho de presente no Natal anterior e que nunca mais largara. Nina apaixonou-se logo pelo urso de Eva, e logo as duas fizeram amizade, e Eva Hart perante a insistência do seu pai, emprestou-lhe o seu urso de peluche querido. O urso chegou mesmo a ser visto pelo capitão Smith que comentou com o pai de Eva ser um urso muito bonito. Eva recordava-se também de como era divertido ver os cães dos passageiros que eram levados a passear pelo convés dos botes e de como se apaixonou pelo premiado buldogue francês do passageiro de primeira-classe Robert Daniels, chamado Gamin de Pycombe com quem fez uma grande amizade. 
Eva Hart e a sua boneca
No Domingo, 14 de Abril, foi celebrado um serviço religioso anglicano na sala de jantar de 2ª classe, liderado por Reginald Barker, o segundo comissário. Eva ficou encantada por se poder juntar ao comissário e cantar com ele um dos seus hinos religiosos favoritos, O God Our Help in Ages Past, e recordava-se que naquele momento entregou-se de todo o coração.
Eva Hart num depoimento que proferiu mais tarde disse que, apesar de se divertir muito numa sala com as outras crianças, achava estranho o fato da sua mãe dormir de dia e ficar acordada a noite toda durante a viagem, devido a um mau pressentimento que tinha com o navio e de ter que ficar com o seu pai todo o dia. Recordou também como ficou sem o urso quando o naufrágio aconteceu e que nunca mais teve um urso porque também jamais quis ter outro igual. Durante toda a sua vida, Eva teve uma especial afeição por buldogues franceses e conservou a amizade com Nina Harper (conheça mais sobre Eva Hart aqui).
Também para os mais ousados era possível patinar ou então passarem uma tarde na biblioteca a ler. Ruth Becker, de 12 anos, recordava-se pouco depois de partirem, de estar a empurrar o seu irmão de meses no carrinho de bebé disponibilizado pela White Star Line, de espreitar por uma janela que dava para o salão de jantar e de ver as toalhas, os talheres de prata e de ficar encantada com o brilho que causavam por serem novos e por estrear. Lawrence Beesley, professor, recordava-se de jogar de lançar o disco (jogo da malha) e de perguntar a um rapaz de 13 anos que o observava se este queria jogar consigo, mas o jovem negou-se porque era um dos 3 pagens da tripulação, menores de idade e ele cuidava do elevador da segunda-classe não se podendo divertir com as outras crianças. 
A White Star Line permitia a pequenos grupos de segunda-classe visitarem as instalações da primeira-classe e usarem o ginásio e a barbearia que também era loja de souvenirs.
Marshall Drew
O pequeno Marshall Drew, de oito anos, era orfão de mãe e o pai o deixou aos cuidados do tio. Marshall e os tios, junto com Lawrence Beesley foram dos autorizados a subirem à primeira-classe. Na barbearia do Titanic, o tio de Marshall comprou-lhe uma fita com a inscrição RMS TITANIC, como as que os marinheiros usavam no seu chapéu de uniforme. O maior divertimento de Marshall era desenhar, quando percebeu que não tinha lápis disponíveis na sua viagem de regresso a Nova Iorque com os tios, sentou-se sobre o tapete do seu camarote e com um alfinete, fez pequenos buracos em um pedaço de papel e nesse picotado fez um pequeno Titanic. 
Louise e Simone
À semelhança de Ruth Becker, a pequena haitiana Simone Laroche de 3 anos, também se divertida a empurrar a sua mais nova irmã, Louise, no carrinho de bebé alugado ao Comissário de Bordo no Titanic. A mãe de Simone, Juliette, recordava-se de uma situação muito engraçada, certa vez no convés, emprestou a boneca da sua filha a uma menina inglesa, com quem Simone, que apenas falava francês, logo fez amizade. Simone estava muito contente com a sua amiga nova, e teve uma grande conversa a tarde toda com a pequena passageira inglesa, o que Simone não sabia é que a menina só entendia inglês... (para conhecer a família Laroche clique aqui). 
Michel "Lolo" e Edmond "Momon" Navratil, de quatro e dois anos, viajavam com o seu pai em segunda-classe sobre o nome falso Hoffman, porque os tinha raptado à mãe que ainda amava bastante. Os pequenos eram muito comentados e queridos entre os passageiros de segunda-classe, mas o pai pouco deixava que se aproximassem, e nunca os perdia de vista. Quando lhe perguntavam pela mãe das crianças, ele respondia que a senhora Hoffman tinha falecido. Michel recorda-se de certo dia ter ido comer com o pai ao grande salão de refeições de segunda-classe e de como se sentiu bem ali rodeado de muito conforto. O pai das crianças apenas os deixou uma única vez e por poucas horas, aos cuidados de uma passageira, Bertha Lehmann, uma menina suíça que só falava francês mas nenhum inglês, para que pudesse descansar (conheça mais aqui). 
Na terceira classe, o divertimento era diferente, no filme Titanic de Cameron, numa cena excluída, vemos alguns miúdos correndo atrás de um rato, mas a maioria dos rapazes brincava na popa do navio com uma pequena bola, ou corriam atrás de uns dos outros, ou simplesmente exploravam o navio. Como já aqui mencionado, os pais podiam alugar carrinhos de bebé junto do comissário de bordo para poderem passear com os filhos. Milvina Dean, contou que a mãe lhe falava que passava as tardes com ela e o irmão de dois anos, a ouvir a banda irlandesa que tocava no salão da terceira-classe.
Frank e sua mãe
O jovem Frank Goldsmith de 9 anos, lembrava-se de se balançar nas gruas enormes das bagagens e ficar com as mãos cobertas de graxa oleosa. Ele e um grupo de amigos que ele conheceu a bordo subiam e desciam as escadas do navio explorando cada parte do Titanic que estivesse aberta às crianças de terceira classe.  Chegaram a entrar na sala das caldeiras para verem os homens das fornalhas a colocarem o carvão nas caldeiras e a cantarem em conjunto batendo com as pás ao ritmo da cantoria. Na tarde de 11 de Abril ficou com a mãe na popa do Titanic a ver a Irlanda a desaparecer, e gritou cheio de alegria: "Mãe! Estamos finalmente no Atlântico!" (leia o relato aqui)
Durante o naufrágio a maior parte das crianças sobreviventes dormiam, foram acordadas e embarcadas nos botes e voltaram a adormecer, como Douglas Spedden embalados ao som de fundo da banda que tocava peças como Estudiantina Waltz e Oh You Beautiful Doll, mas outros como Ruth Becker, Marjorie Collyer e Eva Hart estavam bem dispertos e assistiram ao naufrágio horrorizados.
O porquinho e Edith
A passageira Bessie Watt, para distrair a filha Bertha de 12 anos do horror da tragédia imaginou com ela um passeio de barco a remos no Loch Ness. A mãe de Frank Goldsmith escondeu a cabeça do filho nos seus braços sobre o seu peito para que este não visse as pessoas que se debatiam na água gritando por ajuda. Outros passageiros ofereceram biscoitos às crianças, ou distraiam-nas com o céu estrelado naquela noite cheio de estrelas cadentes. A passageira Edith Russel fazia-se acompanhar de um porquinho que, rodando a sua cauda, tocava o Maxixe, e isto divertiu as crianças do seu bote, entre elas, Frank Philip Aks, Trevor Allison, Marion Louise Becker, Richard F. Becker, Annie Jessie Harper, Winifred Vera Quick e Phyllis May Quick, ao contrários dos adultos que não suportavam mais ouvir a música.
William Richards
Quando chegaram ao Carpathia as crianças foram içadas para bordo em sacos de lona por cordas e guindastes, e foram rodeados de todos os confortos, aquecidos em mantas e cobertores. William Rowe Richards de 3 anos, foi fotografado vestido com uma bata feita a partir de uma cobertura do Carpathia para se manter quente. 
Tarefa difícil terá sido a de muitas mães explicarem aos seus filhos que o pai não iria voltar, que a sua boneca ou brinquedo preferido foi para o fundo com o Titanic, que o navio deixara de existir. Douglas Spedden julgava ter perdido o seu urso Polar, que se esquecera no bote, mas um marinheiro simpático acabou por o encontrar e o acabou por devolver. Frank Goldsmith recordava-se de olhar pela vigia do Carpathia e de ficar assustado porque pensou ter visto em vez do cais de Nova Iorque, novamente um icebergue passando por eles.  
Marjorie e Eleanor
Marjorie Collyer de 8 anos, ao colocar pé em terra foi entrevistada e contou de como se sentiu triste por ver a sua boneca preferida, que tinha sido oferecida no Natal de 2010 deslizar no convés para a água e com tanta gente à sua volta ninguém sequer ter ajudado a sua companheira inseparável. Tal entrevista, sem saber ainda que o pai tinha falecido, comoveu os americanos que lhe ofereceram uma nova boneca a quem deu o nome de Eleanor. Em 1985, Robert Ballard numa da suas expedições deparou-se com a face de uma boneca de porcelana, esta face da boneca pode ser vista no filme de Cameron, dando asas à nossa imaginação para nos questionarmos a quem pertenceria (leia aqui). Um outro brinquedo foi encontrado no Titanic: um pequeno avião feito de madeira balsa, preso com elásticos, com uma hélice que girava. O avião de brinquedo foi encontrado ainda dentro da sua caixa, aparentemente, nunca foi usado... talvez fosse um presente para uma criança que nunca o soube. Hoje os destroços do Titanic a quase quatro mil metros de profundidade, insistem em lembrar que também as crianças merecem uma homenagem pela inocência que só elas sabem ter.
Outros temas relacionados de interesse:
A História do Urso Gatti 


domingo, julho 01, 2012

O FIM DE JOHN JACOB ASTOR

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 O FIM DE JOHN JACOB ASTOR 
Era o homem mais rico a bordo do Titanic e dos mais abastados no mundo inteiro. Com 48 anos de idade, era casado com Madeleine Talmage de apenas 17 anos de quem em abril de 1912 já esperava um filho. A viagem pela Europa foi uma forma de se afastar da arrogância da sociedade americana que teimava em relembrar que este não era o seu primeiro casamento, e que tinha filhos mais velhos do que a sua esposa atual. Astor faleceu no Titanic enquanto a sua esposa sobreviveu. Mas o que aconteceu realmente com Astor na noite de 14 para 15 de abril de 1912? Na série de tv Titanic de 1996, John Jacob Astor simplesmente deixa de aparecer nos momentos finais do naufrágio no bar enquanto bebe com outros cavalheiros, já em Titanic de James Cameron, ele é visto pela última vez junto da escadaria principal quando a enorme onda gerada pela queda da chaminé embate com toda a força na cúpula de vidro. Na série de 2012 de Julian Fellowes, Astor é retratado na água com o seu colete salva-vidas procurando pelo seu amigo Widener e morrendo junto com este quando a chaminé lhes cai em cima. "Widener! É você? É você, Widener? Widener! Aguente-se, os botes vão voltar a qualquer momento!" 
Qual destes finais parece o mais acertado? Retornemos ao local do naufrágio...
Uma semana depois do naufrágio, o navio Mackay-Bennet foi fretado para resgatar os corpos no mar, recuperando num total de 306 vítimas. A visão era assustadora, na sua maioria, os corpos estavam na vertical, flutuando junto a um amontoado de objetos e destroços do navio. Muitos dos corpos tinham no rosto ainda estampado o horror da dor causada pelo frio, outros uma cara contorcida pelo medo e pelo pânico. Muitos tinham as mãos fechadas porque apertavam junto a si as suas roupas ou objetos que agarraram nos momentos de agonia. Outros corpos apresentavam-se com pernas e braços mutilados como se por uma explosão. Praticamente todos os relógios dos mortos estavam parados nas 2h20, hora em que terão entrado na água gelada quando o Titanic afundou. No dia 20 de Abril, um outro navio SS Bremen a caminho de Nova Iorque deixa os seus passageiros e tripulação horrorizados com o cenário que encontram no caminho. Haviam centenas de corpos boiando, o mar estava repleto de equipamentos de camarotes, cadeiras de convés, pedaços de madeira, espreguiçadeiras, grandes pedaços de cortiça, mas como tinham conhecimento que a tarefa pesada de resgate dos corpos tinha sido legada ao Mackay-Bennet, decidiram continuar o seu destino. E durante todo esse dia, os tripulantes do Mackay-Bennet continuaram o seu trabalho árduo e doloroso de içar os corpos gelados para o convés. Os crânios e membros de muitas das vítimas encontravam-se esmagados, outros viram mulheres com os seus filhos agarrados nos braços, outra um pequeno cachorro do seu lado, alguns rostos estavam tão feridos que era quase impossível identificar as pessoas. Os corpos daqueles que se tornaram impossíveis de se reconhecer, cerca de 30, foram sepultados no mar pelas 20:00 num breve serviço fúnebre. Contudo um corpo horrivelmente mutilado e completamente coberto de fuligem foi resgatado e identificado. "Nº 124 - idade estimada 50 - masculino, cabelos claros e bigode. Roupas: Terno de sarja azul, lenço azul com "AV", cinto com fivela dourada, botas marrons com sola de borracha vermelha, camisa de flanela marrom, 'JJA' na parte de trás do colarinho. Objetos: Relógio de ouro, botões de punho de ouro, anel de diamante com três pedras, 225 libras em notas, 2440 dólares em notas, 5 libras em ouro, 7 em prata, 5 francos, caneta de ouro e uma agenda." Graças à identificação da camisa "JJA", identificou-se o corpo como sendo o de John Jacob Astor, o homem mais rico a bordo no Titanic. E, estando o seu corpo mutilado e coberto de fuligem, supõe-se que terá sido uma das vítimas por esmagamento aquando da queda da chaminé dianteira. O fim de Astor apresentado no vídeo deste post, é portanto o mais fiel ao seu final, e faz parte da série de 4 episódios deste ano de Julian Fellowes.